Os dois homens e uma mulher que atacaram uma casa na quarta-feira, no bairro Ipanema, em Porto Alegre, se dizendo agentes de combate à dengue, não tinham o objetivo de assaltar os proprietários, segundo a Polícia Civil. A investigação da 6ª Delegacia de Polícia confirmou a informação recebida pela Brigada Militar, que atendeu a ocorrência: o trio estaria atrás de um integrante da família, que seria foragido da Justiça. Nesta quinta-feira, a delegada Márcia Petry tranquilizou a população da zona Sul de Porto Alegre. Segundo ela, não há nenhum caso de falso agente da dengue atacando na região.
O suposto procurado pela quadrilha já não vive mais na residência invadida ontem, conforme informações da mãe do homem à polícia. O que os criminosos queriam com ele ainda não está claro. A família atacada é dona de uma rede de táxis em Porto Alegre.
No portão da residência, os três criminosos, com jalecos e crachás, afirmaram ser da Secretaria Municipal da Saúde. Armados com duas pistolas, renderam a proprietária depois que ela abriu a porta. A mulher, o genro dela e um jardineiro foram amarrados. Três crianças com idades entre 5 e 6 anos foram levadas para outra dependência da casa enquanto um dos criminosos vasculhava a residência. O trio levou uma espingarda, um revólver e R$ 1,9 mil.
A Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre pede que a população verifique a identificação dos agentes para não correr riscos de ser atacada por criminosos. Os funcionários devem apresentar um crachá e usar um colete cinza com a frase "Porto Alegre Sem Dengue". Com o nome e o número de identidade do agente, é possível confirmar se ele é realmente um servidor da prefeitura ligando para o telefone 156.
Polícia garante que não há falsos agentes da dengue atacando em Porto Alegre
Grupo que agiu ontem estaria procurando por integrante de família no bairro Ipanema