Polícia

Polícia identifica e faz buscas a quinto suspeito de assalto em Porto Alegre

Integrante teria esperado o grupo num carro do lado de fora da joalheria

Grupo será levado para Penitenciária do Jacuí
Grupo será levado para Penitenciária do Jacuí Foto : Mauro Schaefer
A polícia faz buscas a um quinto elemento da quadrilha que tentou assaltar uma joalheria na avenida Farrapos, na zona Norte de Porto Alegre, na manhã deste sábado. O suspeito teria ficado esperando os demais em um carro estacionado nas proximidades, conforme o titular da Delegacia de Roubos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Juliano Ferreira. O homem, que conseguiu fugir, foi identificado com ajuda do relato de testemunhas.

Quatro homens foram presos após a liberação dos três reféns e encaminhados ao Deic, mas seus advogados informaram que eles só falarão em juízo. O grupo será levado até o Presídio Central, de onde partirá para a Penitenciária Estadual do Jacuí – uma exigência durante a negociação com a polícia.

Em depoimento ao delegado, os reféns disseram que os assaltantes agiram com tranquilidade durante todo o tempo, inclusive depois do tiroteio. Um deles teria inclusive ajudado um refém que sofreu arranhões a fazer um curativo no braço.

O policial do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sargento Ricardo Luis Domingues Rodrigues, de 47 anos, baleado nas costas no confronto com a quadrilha, foi transferido do Hospital de Pronto Socorro (HPS) para o Hospital da Brigada Militar. Conforme informações da instituição, ele está internado em estado estável.

Armada com cinco pistolas, uma submetralhadora e portando um radio comunicador, a quadrilha invadiu a joalheria por volta das 8h45min. Uma viatura da Brigada Militar (BM) estava nas proximidades e frustou o assalto no estabelecimento localizado na esquina da Farrapos com a rua Arabutã.

O trecho da Farrapos entre a avenida Sertório e a Cairu foi isolado para a negociação. Parentes e advogados dos criminosos foram chamados para auxiliar no procedimento, comandado pelo Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar (BOE). Os policiais levaram cinegrafistas e fotógrafos para acompanhar a rendição, por solicitação da quadrilha, a fim de assegurar a segurança dos integrantes. A liberação dos reféns foi realizada em troca de coletes a prova de balas.

Pouco depois do meio-dia, após mais de três horas de cerco policial, os criminosos libertaram os dois últimos reféns – o gerente e um balconista da joalheria – e se renderam. Uma funcionária já havia sido libertada.

Segundo a polícia, dois dos suspeitos foram identificados como os mesmos que participaram, na terça-feira, de um assalto a uma agência do Itaú na avenida Assis Brasil – um deles está foragido do sistema prisional há oito meses e outro há um mês. Um terceiro assaltante, com antecedentes por roubo e condenado a 23 anos de prisão, estava há cinco meses em liberdade condicional. 

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