Quatro homens foram presos após a liberação dos três reféns e encaminhados ao Deic, mas seus advogados informaram que eles só falarão em juízo. O grupo será levado até o Presídio Central, de onde partirá para a Penitenciária Estadual do Jacuí – uma exigência durante a negociação com a polícia.
Em depoimento ao delegado, os reféns disseram que os assaltantes agiram com tranquilidade durante todo o tempo, inclusive depois do tiroteio. Um deles teria inclusive ajudado um refém que sofreu arranhões a fazer um curativo no braço.
O policial do 11º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sargento Ricardo Luis Domingues Rodrigues, de 47 anos, baleado nas costas no confronto com a quadrilha, foi transferido do Hospital de Pronto Socorro (HPS) para o Hospital da Brigada Militar. Conforme informações da instituição, ele está internado em estado estável.
Armada com cinco pistolas, uma submetralhadora e portando um radio comunicador, a quadrilha invadiu a joalheria por volta das 8h45min. Uma viatura da Brigada Militar (BM) estava nas proximidades e frustou o assalto no estabelecimento localizado na esquina da Farrapos com a rua Arabutã.
O trecho da Farrapos entre a avenida Sertório e a Cairu foi isolado para a negociação. Parentes e advogados dos criminosos foram chamados para auxiliar no procedimento, comandado pelo Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar (BOE). Os policiais levaram cinegrafistas e fotógrafos para acompanhar a rendição, por solicitação da quadrilha, a fim de assegurar a segurança dos integrantes. A liberação dos reféns foi realizada em troca de coletes a prova de balas.
Pouco depois do meio-dia, após mais de três horas de cerco policial, os criminosos libertaram os dois últimos reféns – o gerente e um balconista da joalheria – e se renderam. Uma funcionária já havia sido libertada.
Segundo a polícia, dois dos suspeitos foram identificados como os mesmos que participaram, na terça-feira, de um assalto a uma agência do Itaú na avenida Assis Brasil – um deles está foragido do sistema prisional há oito meses e outro há um mês. Um terceiro assaltante, com antecedentes por roubo e condenado a 23 anos de prisão, estava há cinco meses em liberdade condicional.