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Polícia identifica local onde traficantes escondiam drogas vindas do Paraguai

Nova fase da operação Capote localizou depósito da facção criminosa Os Manos em Novo Hamburgo

No local, houve apreensão de 26 quilos de maconha
No local, houve apreensão de 26 quilos de maconha Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
Uma nova fase da operação Capote, que investiga um consórcio entre traficantes gaúchos e paranaenses que atua na fronteira com o Uruguai, foi desencadeada na manhã desta quinta-feira pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil. Os agentes identificaram agora o local onde a facção criminosa Os Manos escondia os carregamentos de drogas vindos da fronteira do Paraguai. O depósito ficava em Novo Hamburgo, na região do Vale do Rio dos Sinos e, no local, houve apreensão de 26 quilos de maconha.

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Os traficantes chamavam o lugar de “mato” por ser longe das residências dos investigados e por ser uma área de sombra de sinais de telefonia e internet, prejudicando qualquer possibilidade de monitoramento eletrônico. A equipe do delegado Guilherme Calderipe mapeou uma área de cerca de 200 metros quadrados, sendo identificada uma clareira no meio do matagal com solo revirado. O diretor de investigações do Denarc, delegado Mario Souza, observou que as chuvas torrenciais dos últimos dias dificultaram as buscas, mas “a insistência da equipe garantiu a apreensão”.

A operação Capote constatou que o braço da facção Os Manos, envolvido no consórcio com traficantes paranaenses, trazia mensalmente mais de meia tonelada de maconha do Paraguai, obtida com pagamento de dinheiro ou troca por veículos roubados. A droga abastecia pequenos traficantes em várias regiões do RS e também era encaminhada para o Uruguai, atravessando os carregamentos de maconha por dentro das propriedades rurais para evitar a fiscalização policial nas rodovias.

A movimentação financeira do esquema ficava em torno de R$ 1 milhão. Três integrantes do grupo criminoso já foram presos. O trabalho investigativo começou há sete meses, sendo realizadas diligências em 18 cidades gaúchas e paranaenses.