Segundo o delegado Otelo Caiaffo, responsável pelo caso, o jovem tentou vender os produtos, possivelmente, para comprar drogas. “Ele chegou a negar a autoria, mas não soube explicar como os objetos foram parar em sua casa”, disse o delegado, salientando também ser muito estranho que os aparelhos tenham passado por uma basculante. Ele não descarta o envolvimento de outras pessoas no crime.
O menor prestou depoimento ao meio-dia desta terça-feira. Ele esteve na Delegacia de Polícia acompanhado pela mãe e foi liberado logo depois. A Polícia Civil pretende acelerar as investigações a fim de obter mais provas do crime. “Ele possui uma conduta desviante, vamos reunir os elementos necessários e encaminhar à justiça que decidirá ou não por sua internação”, afirmou Caiaffo.
Perícia faz coleta de impressões digitais
Também nesta terça-feira, o Instituto Regional de Perícias, através da Coordenadoria Regional de Perícias de Livramento, realizou um levantamento nos pavimentos da escola. Segundo o responsável pelo levantamento pericial, Anderson Vera o resultado será conhecido entre 15 dias e 20 dias. “Além da investigação pericial que apontarão as causas do incêndio, coletamos impressões digitais que vão ajudar a Polícia na identificação de suspeitos”, afirmou Vera. Quatro peritos estiveram na escola realizando o trabalho. O incêndio destruiu um gabinete odontológico e outras duas salas
Volta às aulas
Em razão da falta de luz por conta do incêndio, os 340 alunos da instituição ficaram sem aula na segunda-feira. A direção já providenciou o conserto da rede elétrica com apoio da prefeitura. Nesta terça, as aulas foram retomadas. A diretora Irani Sanches disse que os alunos voltaram motivados. “Não percebemos interesse deles sequer em olhar para os pavimentos interditados, uma demonstração de que as crianças estão bem tranquilas”, afirmou.