De acordo com o delegado, o homem foi reconhecido por oito testemunhas, quatro através de fotografias. Ele deve responder por quatro crimes: incêndio criminoso, dano, paralisação do trabalho seguido de violência e incêndio criminoso.
O delegado Conrado intimou dois seguranças e um vigia da Arena do Grêmio para prestar depoimento nesta quarta-feira. Na tarde dessa terça-feira, o delegado ouviu sete funcionários que negaram a participação no incêndio. O superintendente regional do Trabalho e Emprego, Heron de Oliveira, também visitou o local e determinou a construção de alojamentos mais próximos da obra.
Uma reunião conjunta está marcada para amanhã, na Câmara de Vereadores, para discutir as condições de trabalho dos 1,2 mil operários da construção da Arena. Representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Superintendência do Trabalho, além de lideranças comunitárias devem participar do encontro. Os vereadores deveriam fazer uma visita ao local ontem, mas foi proibida a entrada na área. A proposta da Câmara é que nesta quinta-feira a comissão de vereadores, procuradores do MPT e fiscais do trabalho voltem à Arena, uma vez que, nesse caso, os procuradores têm poder de polícia para ingressar no local e averiguar as condições de trabalho.
O primeiro incêndio ocorreu na noite de domingo, depois que um opeário morreu atropelado na BR 290, próximo o local da construção. José Elias Machado, 40 anos, trabalhador contratado pela construtora OAS, foi atingido por uma caminhonete F-250. Revoltados, colegas da vítima e moradores da Vila Areia teriam tentado linchar o motorista. Em meio aos protestos, começou um incêndio no alojamento dos operários, a cerca de 200 metros do local do acidente.
O local foi novamente alvo de incêndio na madrugada de segunda-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a área atingida fica do mesmo lado da BR 290 onde está localizado o futuro estádio do Grêmio.