Polícia

Polícia identifica suspeitos de assassinato de ginecologista na Capital

Médico havia sido preso em flagrante, em 2008, por operar clínica de aborto

Médico foi morto no começo do mês, quando saia de casa
Médico foi morto no começo do mês, quando saia de casa Foto : Vinícius Rorattto /CP Memória
A Delegacia de Homicídios segue investigando a motivação do assassinato do ginecologista Clóvis Rodrigues Madruga, 61 anos, encontrado morto, no dia 5 de outubro, dentro do próprio carro, no bairro Parque São Sebastião, na zona Norte da Capital. De acordo com o chefe de investigação, Paulo Diniz, a suspeita é de que o crime tenha sido encomendado. Diniz explica que a Polícia já tem suspeitos de ter cometido o crime, mas que ainda é cedo para citar nomes.

A polícia precisa descobrir a razão do assassinato para chegar até o mandante. Dois homens em uma motocicleta foram vistos disparando contra o veículo. O médico foi atingido por cerca de seis tiros, um deles na cabeça, e morreu na hora.

Em 2008, o médico havia sido preso em flagrante, quando foi descoberta uma clínica clandestina de aborto, em Porto Alegre, operada por ele. De acordo com o delegado Bolívar Llantada, a chamada lei do silêncio (o medo das testemunhas de relatar crimes) compromete o trabalho investigativo.

O policial também disse que não há câmeras de vigilância na região. A hipótese de latrocínio (matar para roubar) está descartada.

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