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Polícia indicia Bruno e oito suspeitos no caso Eliza

Goleiro é suspeito de homicídio, sequestro e cárcere privado, entre outros crimes

Polícia indicia Bruno e oito suspeitos no caso Eliza
Polícia indicia Bruno e oito suspeitos no caso Eliza Foto : Alex de Jesus / O Tempo / AE/ CP
O goleiro Bruno Fernandes de Souza, suspeito de ligação com o desaparecimento de sua ex-amante, Eliza Samudio, será indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo o inquérito de oito volumes, cerca de 1.600 páginas e três anexos, encerrado nesta quinta-feira, Bruno vai responder pelos crimes de homicídio, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores.

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Também serão indiciados pelos mesmos crimes os demais envolvidos: Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão), Flávio Caetano de Araújo (Flavinho), Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Dayane Rodrigues do Carmo Souza, Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e Fernanda Gomes de Castro. Marcos Aparecido dos Santos (Bola) foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

Pai de Eliza ficou satisfeito com trabalho da polícia

Na manhã desta quinta, o pai de Eliza, Luiz Carlos Samudio, esteve no Departamento de Investigações da Polícia Civil (DI). Ele disse estar satisfeito com o trabalho da polícia e acredita que a justiça será feita. "Nós não temos dúvidas de que o Bruno é o responsável por este crime hediondo e cruel", afirmou. Ele disse que não vê falhas nas investigações e acredita que esses argumentos estejam sendo usados como estratégia da defesa dos suspeitos de envolvimento no caso.

Acompanhado do advogado Sérgio Barros, ele reforçou que pretende entrar com ação judicial contra o governo do Rio de Janeiro, por acreditar que o Estado tenha sido responsável pela morte da filha. Ele criticou o fato da modelo não ter recebido a proteção adequada quando fez as primeiras denúncias contra o goleiro. Sobre o filho de Eliza, cujo pai seria Bruno, Luiz Carlos disse que vai lutar pela guarda do neto, e ainda criar uma organização para defender o cumprimento da Lei Maria da Penha.

Luiz Carlos Samudio afirma que sentiu revolta ao ver Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o responsável pela morte da modelo: "Foi uma sensação horrível". Ele notou que, ao contrário dos demais suspeitos, Bola se mostrava tranquilo.

O pai de Eliza disse ainda que vai processar o defensor de Bruno, Ércio Quaresma, pelas declarações de que ela pode estar viva e por ter incluído a jovem como testemunha no processo referente ao sequestro e lesão corporal, no Rio, em 2009. Ele afirmou querer que o Flamengo deposite em juízo o dinheiro que o clube supostamente deve a Bruno. Quaresma disse que o jogador teria cerca de R$ 1 milhão em salários atrasados.

Temendo DNA, Bruno raspa o cabelo

Nesta quinta-feira, o goleiro Bruno raspou a cabeça antes de deixar Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, com uma máquina emprestada. Ele temia que seus cabelos fossem utilizados em um exame de DNA para teste de paternidade do filho de Eliza. A informação é da Secretaria Estadual de Defesa Social, que garantiu que Macarrão também teve a cabeça raspada, a pedido próprio.