A Polícia Civil de Nonoai enviou nesta quinta-feira à Justiça o inquérito do assalto a uma agência do Banrisul em Gramado dos Loureiros, no Norte do Estado. A surpresa foi o indiciamento de índios no crime. Nesta sexta-feira completa um mês do ataque que, além de deixar toda uma população apavorada, causou a morte de quatro pessoas. Seis acusados estão presos e um suspeito está foragido.
A investigação concluiu pelo indiciamento de sete suspeitos de envolvimento no roubo, entre eles índios. O fato causou surpresa aos policiais. A Polícia afirmou que um caingangue foi o mentor do assalto e planejou os detalhes. Ele também teria sido o comandante, tendo como cúmplice a sua mulher.
A Polícia disse que os indígenas teriam contratado o restante da gangue para cometer o ataque à instituição bancária. O grupo tem como base a Região Metropolitana. O caingangue, inclusive, teria feito vários contatos com criminosos. Disse, entre outras informações, como encontrar a reserva Indígena de Nonoai, local onde os assaltantes ficaram escondidos até o dia da ação. O inquérito deve ser encaminhado ao Ministério Público para avaliação e ver se os promotores oferecem denúncia ou não.
O crime deixou os moradores de Gramado dos Loureiros em pânico, com muitos deles tendo receio de sair de casa. As aulas chegaram a ser suspensas devido ao medo que se instalou na região.
Polícia indicia caingangue por assalto em Gramado dos Loureiros
Participação do indígena causou surpresa nos policiais