Polícia

Polícia indicia casal pela morte de empresária em São Leopoldo

Janice Madalena Schneider, de 37 anos, foi encontrada morta no dia 25 de fevereiro

O delegado Adriano Nonemmacher, da 2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, encaminha nesta segunda-feira ao Poder Judiciário o inquérito policial sobre o assassinato da empresária Janice Madalena Schneider, de 37 anos, encontrada morta no dia 25 de fevereiro em uma casa no bairro Scharlau. O casal suspeito do crime, uma mulher de 32 anos e seu companheiro de 28 anos, serão indiciados pelos crimes de roubo, sequestro, cárcere privado, tortura, homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Conforme o delegado responsável pelo caso, a fuga do casal após o crime já estava planejada. Eles tinham a intenção de ocultar o cadáver, mas a polícia chegou a tempo de localizá-lo embaixo da cama da residência alugada pelos suspeitos. O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) confirmou que a vítima foi espancada e estrangulada, de acordo com Nonemmacher.

O crime

No dia 23 de fevereiro a empresária sacou R$ 9 mil do banco para pagar os funcionários de sua creche. Quando retornava para a empresa, Janice se deparou com a mulher que trabalhava em sua creche até ser demitida, que lhe pediu carona. Em outro ponto do trajeto, o homem também pediu carona. Dentro do veículo a dupla teria ameaçado a vítima. Pouco tempo depois, eles teriam levado a empresária a casa deles. Lá, fizeram Janice ligar para sua sócia e relatar que estaria indo para uma reunião na prefeitura de São Leopoldo. Após dois dias, a Polícia Civil, depois de denúncia anônima, encontrou o corpo, que estava enrolado em um cobertor embaixo da cama do quarto dos filhos da mulher.

Depois de cometer o crime, os suspeitos teriam dormido em motéis, depois ido até Porto Alegre, onde pegaram um táxi e se dirigiram até a Praia dos Ingleses, em Florianópolis. Dali eles foram até São Paulo e depois Recife, onde moram parentes do suspeito. No dia 7 de março, agentes da Polícia Civil de Pernambuco conseguiram capturar a dupla no bairro Casa Amarela, que não reagiu à prisão. O delegado Nonemacher acredita que o crime tenha sido premeditado. Segundo ele, a mulher teria deixado uma carta para seus filhos, no dia 17 de fevereiro, na qual pedia desculpas pelo crime que iria cometer.

A mentora do crime permanece detida na Penitenciária Modulada de Montenegro, no Vale do Caí, e o companheiro, aguarda julgamento na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas. Ambos não possuíam antecedentes criminais.

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