Os indiciados são um empresário de São José do Herval, uma outra pessoa do município, o dono da lotérica de Fontoura Xavier, o ex-secretário de obras do município e um secretário do empresário. Esses três últimos, segundo a polícia, teriam acobertado a fraude.
O inquérito, conduzido por Franco, apurou uma denúncia de que o empresário e suposto acertador do prêmio teria pego o dinheiro usando um volante da Mega Sena feito por uma bolão de 11 pessoas. Nove delas trabalham na prefeitura de Fontoura Xavier como operadores de máquinas. Um dos integrantes da aposta, segundo Franco, teria lembrado dos números que estariam no bilhete vencedor. Os integrantes do bolão afirmam que o volante premiado teria sumido do bolo de apostas.
Segundo a polícia, quando soube que um dos cartões fora premiado, o servidor da prefeitura e responsável por fazer as apostas teria trocado o volante por um bilhete não premiado. Os operários, que se julgam lesados, consideram que esse servidor teria repassado o bilhete ao empresário. O inquérito, no entanto, não deixa clara a participação deste suspeito. O apostador sacou o valor da aposta em uma lotérica da região Metropolitana, dois dias depois do sorteio.