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Polícia intensifica treinamento para a Operação Golfinho

Trabalho conjunto em Porto Alegre e no Litoral contou com participação de grupos de outros Estados

Polícia intensifica treinamento para a Operação Golfinho
Polícia intensifica treinamento para a Operação Golfinho Foto : Divulgação / Gaes / CP
As instituições da área da segurança pública estão intensificando os treinamentos para a Operação Golfinho, que começa no próximo dia 18 em todo o Litoral do Estado. Os integrantes do Grupo de Ações Especiais (Gaes) da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) também fizeram, no início do mês,  exercícios táticos em preparação à Operação Golfinho.

Durante o período, o Gaes poderá ser responsável pela movimentação dos presos do Litoral para a Capital. O trabalho será feito por uma equipe de sete agentes, que trocará a cada 15 dias. A Brigada Militar também vem treinando nas áreas de salvamento e policiamento. Os exercícios são feitos tanto na Capital como no Litoral.

O treinamento conjunto foi feito na cidade de Pedro Osório e contou com a participação de outras instituições de vários Estados, ligadas a segurança pública. Conforme o chefe do Gaes, Janderson Carvalho, as manobras fizeram parte do 6º Treinamento Integrado das Forças de Segurança, coordenado  pela Delegacia de Polícia Federal de Pelotas.

O encontro  reuniu profissionais especializados, que apresentaram determinados tipos de exercícios táticos. Além disso, teve o lado teórico, com troca de informações entre os participantes. “Foram feitos workshops, onde foram trocadas experiências na área”, contou Carvalho.

Participaram do treinamento, além do Gaes,  a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o Corpo de Fuzileiros Navais, Polícia do Exército, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal, Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Brigada Militar e as polícias militares do Rio Grande do Norte e Santa Catarina.

Treinos táticos e teoria

Durante o encontro foram realizadas diversas oficinas, onde foram abordados temas como transposição de obstáculos, quando os policiais de deparem com barreiras durante uma intervenção em vilas ou casas prisionais, o uso de óculos de visão noturna (OVN), táticas de como desenvolver operações ribeirinhas e a orientação com uso de GPS. “Além disso, devido aos últimos episódios no Rio de Janeiro, foram mostradas técnicas de incursões em favelas”, contou Carvalho.

Os treinos também consistiram em técnicas de imobilização, em especial a presos com comportamento violento, além da abordagem de veículos e o manuseio e tiro com armamento pesado como os fuzis 7,62 - FAL, M-16, HK G36, HK MP5, espingarda semiautomática e pistolas de vários calibres.

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