Polícia

Polícia investiga assalto de taxista a cliente em Porto Alegre

Caso não é comum, segundo as autoridades

A Polícia Civil segue em busca de pistas para identificar o motorista de táxi que assaltou o advogado Luan Soares, de 22 anos. Ele foi assaltado ao ingressar em um táxi na noite de domingo, em Porto Alegre. Segundo o delegado da 2ª Delegacia de Polícia, Cesar Carrion, a equipe está em buscas de câmeras de segurança e de registros de roubo de táxi nos últimos dias.

Ao sair de um bar na avenida Wenceslau Escobar, zona Sul, Soares embarcou em um veículo Siena que passava pelo local naquele momento. Pediu ao motorista que parasse no banco para sacar o dinheiro da corrida. “Comecei a perceber que ele fazia um caminho estranho e tentei indicar para ele o caminho a ser feito. Foi então que ele tirou o revólver de baixo do banco e anunciou o assalto”, conta o jovem.

O taxista colocou a arma na cintura do passageiro, que estava sentado no banco do carona, ordenou que ele retirasse R$ 1,5 mil no banco, limite para aquele horário. “Quando eu desci ele ficou me cuidando se eu iria tentar fugir. Ele já havia dito que depois que eu retirasse o dinheiro pensaria se iria me apagar ou não”, descreve. Ao retornar para o carro, o condutor seguiu até as proximidades da UniRitter, na Vila Cruzeiro, e permitiu que Soares saísse do carro. “Ele perguntou o que eu faria se ele me liberasse e eu falei que seguiria caminhando sem olhar para trás. Não consegui observar o prefixo, pelo nervosismo. Lembro apenas do início da placa (IUH)”, diz. Ele precisou pedir uma carona em um ônibus para retornar para casa. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia, na avenida Getúlio Vargas. “Passou um filme pela minha cabeça. Não sei quando conseguirei pegar um táxi novamente. Usei por saber que naquela região tem com frequência blitz Balada Segura e por segurança”, reflete.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre, Luiz Nozari, a Polícia Civil não fez contato para tentar identificar o condutor do veículo. “Ele não é um taxista. É um assaltante que se aproveita da credibilidade da profissão para cometer esses delitos e a categoria toda sai prejudicada. Se o fato for verídico, é nosso interesse identificar esse indivíduo para tirá-lo do nosso meio”, garante Nozari.

Como medida de segurança, o representante da entidade indica aos usuários que anotem o prefixo do veículo e que chamem taxistas por rádio táxi ou aplicativos. “Assim é mais seguro tanto para o usuário, quanto para o taxista, que seguidamente é assaltado nas ruas”, explica.

O caso não é comum, segundo a Polícia Civil. Mais detalhes sobre o fato serão apurados pela equipe de investigação, que já fez novo contato com a vítima. “Nunca me deparei com um caso semelhante. A história está estranha, mas vamos esclarecer”, disse o delegado.