O pai da criança, Gilmar de Farias, contou que foi a avó do bebê que percebeu que não estava morto. "Fomos vê-lo no necrotério e minha sogra percebeu a respiração. O pessoal do hospital o levou para uma incubadora, o entubaram, mas logo em seguida morreu. Talvez, se não tivesse sido levado para lá, poderia ter sobrevivido", lamentou. O hospital abriu uma sindicância.
Segundo o delegado, que está em Castro para ouvir os depoimentos das testemunhas, a análise do legista indicará se houve imprudência médica. Caso o médico seja considerado responsável, ele poderá responder por homicídio. "Os depoimentos estão sendo fortes, muito seguros e depois da análise do IML ele será chamado a depor", afirmou Duarte. O médico José Fernando está afastado das atividades durante o processo.
O pediatra Joaquim Conceição Oliveira, que também é diretor do hospital, depôs nesta quarta-feira. "Ele falou que ainda sentiu a respiração da criança", disse o delegado. O pai do bebê disse que ainda estava chocado com a tragédia. "Temos um filho de oito anos e programamos uma criança para agora, estávamos bem felizes até que aconteceu essa tragédia. A imagem dele em uma caixinha de papelão dentro do necrotério, frio, tudo isso é muito chocante. Esperamos por justiça", enfatizou. O bebê nasceu prematuro, com seis meses, e pesava 650 gramas.