Polícia

Polícia investiga disparos de chumbinho em Porto Alegre

Pelo menos três pessoas foram feridas por tiros de armas de pressão no mês de maio

Jovem foi ferido na testa por tiro de arma de pressão
Jovem foi ferido na testa por tiro de arma de pressão Foto : Marcelo Carvalho / Arquivo Pessoal / CP
Pelo menos três pessoas foram atingidas por disparos de chumbinho de armas de pressão em Porto Alegre, somente no mês de maio. Conforme o relato das vítimas à polícia, os casos ocorreram à luz do dia e em via pública. “Elas estavam andando na rua quando, de repente, sentiram o tiro”, resume o delegado da 2ª Delegacia de Polícia (2º DP) da Capital, César Carrion. Ele afirma que apesar dos esforços para descobrir o autor dos disparos, ainda não há suspeitos. “Isso é coisa de quem não tem o que fazer, que fica assustando as pessoas”, disse.

Adquirir uma arma de pressão não é difícil. “Basta ter 18 anos que você compra uma pistola dessas”, esclarece Carrion. O fácil acesso pode ser uma das razões da dificuldade em localizar o atirador – podendo ser mais de um. “Vamos investigar os casos através de Termo Circunstanciado, por enquanto”, sinaliza o delegado. A investigação realizada através de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) se refere aos crimes de menor potencial ofensivo.

Estudante passou por cirurgia para retirar o projétil

O estudante Marcelo Carvalho, de 20 anos, relatou que, na manhã da quarta-feira da semana passada, dia 9 de maio, quando estava indo de bicicleta para o Cursinho Pré-Vestibular no centro da Capital, ouviu um estalo, semelhante ao barulho de “uma latinha de refrigerante sendo aberta, mas mais alto”, conforme detalhou. O caso ocorreu na avenida João Pessoa, sobre o viaduto Imperatriz Leopoldina, próximo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Ao levar as mãos à testa, percebeu o ferimento. “Pensei que havia sido uma pedrada. Doeu muito e pingava sangue. Desci da bicicleta e fui pedir ajuda para o atendente de uma banca de revista. Fiz um curativo numa farmácia e liguei para o meu pai para irmos ao médico”, relembra o jovem.

Ele buscou atendimento no Hospital Mãe de Deus, onde passou por uma tomografia. A enfermeira que o atendeu, surpreendida com o resultado, informou ao estudante que havia um objeto metálico alojado na testa dele. “Estranhei aquilo. Fui para a Sala de Cirurgia pra remover o projétil de chumbinho”, conta Marcelo. "Depois que fiz a remoção vi o que era".

Ao registrar ocorrência na Delegacia de Polícia, Marcelo tomou conhecimento de outros casos semelhantes. “Fui para as redes sociais e comentei o que aconteceu comigo e descobri que outras pessoas foram atingidas da mesma maneira que eu fui”, comenta o estudante.

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