Adquirir uma arma de pressão não é difícil. “Basta ter 18 anos que você compra uma pistola dessas”, esclarece Carrion. O fácil acesso pode ser uma das razões da dificuldade em localizar o atirador – podendo ser mais de um. “Vamos investigar os casos através de Termo Circunstanciado, por enquanto”, sinaliza o delegado. A investigação realizada através de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) se refere aos crimes de menor potencial ofensivo.
Estudante passou por cirurgia para retirar o projétil
O estudante Marcelo Carvalho, de 20 anos, relatou que, na manhã da quarta-feira da semana passada, dia 9 de maio, quando estava indo de bicicleta para o Cursinho Pré-Vestibular no centro da Capital, ouviu um estalo, semelhante ao barulho de “uma latinha de refrigerante sendo aberta, mas mais alto”, conforme detalhou. O caso ocorreu na avenida João Pessoa, sobre o viaduto Imperatriz Leopoldina, próximo a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Ao levar as mãos à testa, percebeu o ferimento. “Pensei que havia sido uma pedrada. Doeu muito e pingava sangue. Desci da bicicleta e fui pedir ajuda para o atendente de uma banca de revista. Fiz um curativo numa farmácia e liguei para o meu pai para irmos ao médico”, relembra o jovem.
Ele buscou atendimento no Hospital Mãe de Deus, onde passou por uma tomografia. A enfermeira que o atendeu, surpreendida com o resultado, informou ao estudante que havia um objeto metálico alojado na testa dele. “Estranhei aquilo. Fui para a Sala de Cirurgia pra remover o projétil de chumbinho”, conta Marcelo. "Depois que fiz a remoção vi o que era".
Ao registrar ocorrência na Delegacia de Polícia, Marcelo tomou conhecimento de outros casos semelhantes. “Fui para as redes sociais e comentei o que aconteceu comigo e descobri que outras pessoas foram atingidas da mesma maneira que eu fui”, comenta o estudante.