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Polícia investiga grupo suspeito de realizar ataques a viaturas e sedes de partidos em Porto Alegre

Ofensiva da Polícia Civil deve cumprir 10 mandados de busca e apreensão

Quadrilha suspeita de praticar incêndios com explosivos é alvo de operação
Quadrilha suspeita de praticar incêndios com explosivos é alvo de operação Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
A Polícia Civil realizou nesta quarta-feira uma operação para desaticular organização criminosa suspeita de praticar ataques a viaturas, bancos, igrejas, concessionárias de veículos e sedes de partidos políticos em Porto Alegre. O grupo usava explosivos e incendiários para depredar patrimônios. A operação Érebo contou com 45 policiais civis que cumpriram dez mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, Novo Hamburgo e Viamão.

A investigação, comandada pelo delegado Paulo César Jardim da 1ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, iniciou em 2016, quando uma viatura com um policial dentro foi incendiada. Ao longo da apuração, foi descoberto que o grupo teria cometido 11 ataques com explosivos. "São quadrilheiros do mal, bandidos que estão tentando matar pessoas, causar tragédias e, acima de tudo, causar pânico em Porto Alegre", destacou Jardim.

O primeiro ataque do grupo teria ocorrido em 2013, com o incêndio de três viaturas no pátio da Secretaria de Segurança. Com o uso de bombas caseiras e explosivos, a quadrilha incendiou ainda viaturas da Brigada Militar, sedes dos partidos DEM e PSD, a Igreja São Pedro, uma agência do banco Santander e uma concessionária de carros da Renault. Eles ainda deixavam recados e pichavam monumentos públicos. Todos os ataques foram em Porto Alegre.

Segundo Jardim, a ação conta, de forma evetiva, com 12 pessoas. Mas a Polícia apurou que até 30 teriam se envolvido de alguma forma com os ataques. Em sua maioria, a quadrilha é composta por estudantes de mestrado e doutorado que têm entre 25 e 35 anos. O grupo é formado ainda por brasileiros, bolivianos, chilenos e franceses.

Nos mandados cumpridos hoje, a operação apreendeu materiais em que a quadrilha se identificava como autora dos crimes. Os suspeitos devem ser ouvidos pela Polícia que concluirá o inquérito em até 30 dias.