Na noite de quarta-feira, no bairro Rio Branco, na rua São Vicente, três homens em um Gol foram mortos, com cerca de 60 tiros de pistolas de vários calibres. Os disparos vieram dos ocupantes de um Ford Ka. Moradores da área se assustaram com os tiros.
Depois, na madrugada, no Beco dos Coqueiros, na rua Ary Tarragô, no bairro Jardim Itu Sabará, outros três homens foram baleados, sendo que um morreu no local, outro ficou ferido gravemente e o terceiro teve ferimentos leves. Todas as vítimas possuíam antecedentes criminais, sobretudo por envolvimento com narcotráfico e até homicídios.
Para a delegada da 5ª DHPP, Jeiselaure Rocha de Souza, trata-se de um acerto de contas entre um grupo ainda não identificado contra os rivais, agora mortos, que atuavam no bairro Rubem Berta. “Não há dúvida de que foram executados”, declarou, observando que as mortes podem não ter sido apenas por causa de drogas, mas decorrentes de execuções anteriores.
Na terça-feira passada, lembrou a delegada, uma das vítimas do bairro Rio Branco compareceu a uma audiência judicial sobre um processo no qual responde por assassinato que é investigado pela 3ª DHPP. “Pode ser a primeira pista”, avaliou Jeiselaure.
Essa vítima, que levou 24 tiros, residia no próprio bairro havia pouco mais de cinco meses. O ataque aconteceu quando retornava para jantar com os dois amigos em casa. Imagens de câmeras de monitoramento da área registraram o crime e estão sendo analisadas.
Já o diretor do Denarc, delegado Marcelo Moreira, destacou que o compartilhamento de informações é permanente com a DHPP, pois tráfico de drogas e assassinatos estão sempre relacionados. Ele confirmou que as execuções ocorridas agora “fogem um pouco da rotina do dia a dia”, visto que os autores do crime monitoraram, seguiram e emboscaram as vítimas.