Conforme o diretor da Divisão de Informações Criminais do Denarc, delegado Márcio Moreno, a cocaína embalada em bastonetes, avaliada em R$ 15 mil, seria enviada aos apenados do Presídio Estadual de Encruzilhada do Sul, sendo escondida nas partes íntimas das visitas. Ele observou que o fornecedor, em Novo Hamburgo, recebia a cocaína conhecida como “escama de peixe”, vinda da fronteira de Foz do Iguaçu, no Paraná, com Ciudad del Este, no Paraguai.
O delegado Heliomar Franco desconfia, porém, que a cocaína preparada em bastonetes seja de algum outro fornecedor, vinculado a uma possível rede que abastece os apenados nas casas prisionais. “Vamos abrir uma nova linha de investigação nesse sentido”, anunciou.
Na operação foram apreendidos ainda em torno de R$ 7 mil em dinheiro, quase 200 gramas de crack, sete celulares, um laptop, três relógios de origem desconhecida e um caderno de anotações com a atividade financeira do tráfico, além de papel de embalagem. A operação Segundo Tempo mobilizou 50 agentes em mais de dez viaturas, sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e outros sete mandados de prisão.