Conforme o delegado Antônio Ractz, o conselho já havia sido notificado em janeiro pela direção do hospital de Osório das “várias internações do menino”, que teve oito fraturas no crânio. “Precisamos investigar se foram tomados os procedimentos necessários (pelo CT), como a comunicação ao Ministério Público, registro policial, entre outros, para podermos apurar uma possível responsabilização”, explicou o policial. Segundo ele, mais de uma vez os responsáveis pela criança justificaram as lesões à profissionais da instituição de saúde alegando que o menino havia caído da cama.
A reportagem entrou em contato o CT, mas os conselheiros não quiseram gravar entrevista. Segundo eles, o órgão comunicou o caso ao judiciário e tomou todas as medidas legais para resolver a situação.
Familiares e profissionais da saúde serão ouvidos
A mãe do menino morava em Montenegro com mais dois filhos, um recém-nascido e outro de cinco anos. O atual companheiro, que estava sendo procurado pela polícia desde julho do ano passado por tráfico de drogas, residia em Osório. Durante o Carnaval, a mãe se deslocou com as crianças até o Litoral Norte, quando o menino, que acabou morrendo, precisou baixar hospital mais uma vez, em razão de agressões, explicou o delegado. O óbito ocorreu no dia 12 de fevereiro. O caso só foi divulgado no fim de semana.
De acordo com Ractz, familiares da criança, assim como profissionais de saúde e conselheiros, começarão a ser ouvidos nesta semana. Ainda não há informações sobre o que motivou a violência e se os outros filhos dela também já foram agredidos. O delegado pretende concluir o inquérito em 30 dias.