Um dos mais famosos assaltantes gaúchos de banco e carro-forte, conhecido como Bonitinho, de 47 anos, apontado como uma das lideranças da facção Os Manos, foi torturado e decapitado. A Polícia Civil já está de posse de imagens chocantes da execução que ocorreu após o criminoso ter sido rendido e sequestrado de sua residência, no final da noite dessa terça-feira, no bairro Orico, em Gravataí.
No vídeo, a vítima, toda ensanguentada, aparece cercada de indivíduos com roupas camufladas e toucas ninjas, portando fuzis, sendo depois decapitada com uma machadinha. Na manhã desta quinta, o titular da Delegacia de Homicídios de Gravataí, delegado Volnei Fagundes Marcelo, confirmou que o corpo de Bonitinho não foi encontrado até o momento. Dois veículos que teriam sido utilizados nos sequestro da vítima, um Toyota Corola e um Ford Focus, apareceram incendiados na manhã de quarta-feira no Distrito Industrial de Cachoeirinha.
No meio policial circula a hipótese de que a execução foi cometida pelos integrantes da facção rival Bala Na Cara. Trata-se de uma possível vingança pela morte do cunhado de um dos dirigente dos Bala na Cara, que está recolhido no sistema prisional, ocorrida recentemente em Sapiranga. Na última segunda-feira, em São Leopoldo, um parceiro de Bonitinho, conhecido como Leco, foi sequestrado e torturado para indicar o endereço da vítima. O corpo de Leco foi desovado na terça-feira em Gravataí. Os policiais acreditam que haverá uma nova onda de retaliações entre as duas facções.
Ex-parceiro de Seco
Ex-parceiro de criminosos do passado de criminosos como Seco, Jari Cabeludo, Jonas Dedão e João das Couves, entre outros, Bonitinho, então foragido, havia sido preso em março deste ano pela DP de Capturas, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na mesma casa em Gravataí. No entanto, ele foi solto depois com uma tornozeleira eletrônica.
Natural de Soledade, Bonitinho tinha extensa ficha criminal. Em abril de 2014, Bonitinho foi flagrado com um Honda Civic blindado, em São Leopoldo. Em julho de 2011, o criminoso foi alvo da operação Canudos, da Polícia Federal, na condição de um dos mais procurados do Rio Grande do Sul. A prisão ocorreu no município de Redentora, dentro da investigação sobre o roubo à Caixa Econômica Federal no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, em abril de 2011. Ele foi também um dos suspeitos de envolvimento no famoso ataque ao avião que transportava malotes bancários e decolaria do aeroporto de Caçador, em Santa Catarina, em 2006.
Polícia investiga tortura e morte de líder de facção do Rio Grande do Sul
Homem assassinado foi parceiro de Seco, um dos maiores assaltantes de carro-forte do Estado