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Polícia já tem suspeitos de pichar morador de rua em Porto Alegre

Confira fotos e vídeo sobre o caso, ocorrido na madrugada desta sexta-feira

Fato ocorreu na madrugada desta sexta
Fato ocorreu na madrugada desta sexta Foto : Cristiano Estrela
A Polícia Civil informou que tem suspeitos de ter urinado e pichado um morador de rua na madrugada desta sexta-feira enquanto ele dormia na esquina da rua Lobo da Costa com a avenida João Pessoa, em Porto Alegre. Segundo o advogado que está cuidando do caso, Jefferson Cardoso, o Ministério Público vai denunciar os autores da agressão. 

Cardoso  confirmou também que irá entrar com uma ação civil pública por danos morais e estéticos ao seu cliente. A vítima, Vanderlei Pires, de 35 anos, deve passar o feriado de Páscoa em um albergue da prefeitura da Capital.

A agressão

O morador de rua conhecido como Ratinho, de 35 anos, teve o corpo pichado com tinta spray de cor prata quando dormia na madrugada de hoje na esquina da rua Lobo da Costa com a avenida João Pessoa, na Cidade Baixa, em Porto Alegre. Ao amanhecer, ele acordou e surpreendeu-se ao constatar que estava completamente pintado, inclusive com o rosto todo coberto de tinta. Há suspeita de que os autores da agressão sejam os mesmos que desembarcaram de um Volkswagen Polo no início da manhã e urinaram na vítima quando ela ainda dormia. Uma mulher, que estava em uma parada de ônibus, testemunhou a cena e anotou a placa do veículo. O 9º Batalhão da Polícia Militar foi acionado.

Acionados, os policiais militares foram até o local e levaram o morador de rua e a testemunha para o posto da 3ª Cia. do 9º BPM, na Redenção, antes de encaminharem o caso para a Polícia Civil. “É horrível”, desabafou a mulher que viu os ocupantes urinando em cima do morador de rua. Ela não sabe se foram os mesmos que pintaram antes a vítima. No posto da BM na Redenção, o tenente Nilson Neri, do 9º BPM, pretendia verificar, através da placa, quem era o proprietário do veículo suspeito. 

Ratinho, que vive nas ruas há cerca de dez anos, estava abalado emocionalmente com a agressão. “É triste. Eu não vi pois estava dormindo”, desabafou ainda desnorteado com toda a situação e com o incômodo da tinta sobre o rosto e o resto do corpo e das roupas. Ele teme voltar ao mesmo local onde costuma dormir e ser novamente atacado. “Não sei o que faço agora”, afirmou, acrescentando que a agressão foi muito mais do que “uma sacanagem”, pois não estava incomodando ninguém. “Espero que estas pessoas não façam nenhum outro mal para alguém como fizeram comigo”, pediu enquanto aguardava o registro da ocorrência no posto policial.