A polícia chegou ao jovem a partir do depoimento de outro suspeito, de 22 anos, preso temporariamente na quinta-feira. Novos elementos reunidos pela investigação reforçam a suspeita sobre o primeiro preso, no Bairro Ramiz Galvão, em Rio Pardo. Nesta sexta os agentes retornaram à casa dele e encontraram tecidos queimados. Junto ao corpo de Marciele, no dia do crime, foram apreendidas tiras de tecido semelhantes ao localizado nesta sexta-feira. Um dos pedaços de roupa estava enrolado no pescoço da adolescente morta.
O material foi apreendido e será encaminhado para perícia. O objetivo é descobrir se há vestígios de sangue ou alguma semelhança com as tiras de pano encontradas na cena do crime. Nos três depoimentos prestados pelo primeiro suspeito à polícia, ele negou envolvimento na morte da menina. Porém, caiu em contradição várias vezes. Ele está preso temporariamente no Presídio Estadual de Rio Pardo.
Marciele foi assassinada na manhã do dia 17 de maio quando seguia da sua casa, no Bairro Boa Vista, para a Escola Rio Pardo, no Bairro Guerino, onde cursava a 7ª série. A estudante foi atingida por, pelo menos, 15 facadas. Como a menina não apareceu na escola, as colegas entraram em contato com a família. A adolescente foi encontrada morta à noite pelos familiares em um corredor que liga a Avenida Rio Branco à BR 471, próximo ao entroncamento com a ERS 403, por onde a menina passava todos os dias para ir até a escola.