A Polícia Civil investiga o assassinato a tiros de uma adolescente, de 16 anos, em Balneário Pinhal, no litoral Norte. O companheiro dela, um jovem de 24 anos, também foi alvejado, mas sobreviveu. A suspeita é que o crime esteja relacionado a disputas do tráfico de drogas.
O crime ocorreu na sexta-feira, em uma pousada na área central do município. Na data dos fatos, de acordo com a instituição, dois homens que guiavam um motocicleta estacionaram na frente da hospedagem e invadiram o local. Eles fugiram após disparar contra as vítimas.
O casal havia se hospedado no estabelecimento um dia antes do ataque. O homem que sobreviveu era natural de Porto Alegre, utilizava tornozeleira eletrônica e tinha antecedentes criminais por tráfico e roubo. Ele foi transportado em estado grave a um hospital da região, mas já foi transferido e recebe atendimento intensivo na Capital.
A adolescente era natural de Alvorada, na região Metropolitana. Ela não tinha passagens na polícia, apenas registros por brigas na escola e queixas sobre tráfico no estabelecimento de ensino.
O comandante do 8º BPM, tenente-coronel Luiz César Lima dos Santos, não descarta que o crime tenha sido motivado por desavenças no tráfico de drogas. De acordo com o oficial, a suspeita é que o principal alvo do atentado fosse o homem, que teria ido vender entorpecentes para um grupo criminoso no litoral Norte.
"Ainda não podemos concluir com 100% de certeza a motivação do crime, mas tudo indica que tem relação com o crime organizado. A vítima que sobreviveu tinha diversos antecedentes e possivelmente era integrante de facção. Não podemos descartar que ele tenha vindo de Porto Alegre para ‘serviços’ para o tráfico em Balneário Pinhal”, ponderou o comandante do 8º BPM.
A DP de Imbé investiga o caso. Foram feitas oitivas de testemunhas, oitiva da vítima sobrevivente no posto de saúde, averiguação de câmeras de segurança e preservação de local para perícia.
A tentativa de homicídio de uma mulher, também em Balneário Pinhal, estaria ligada ao atentado na pousada. A suspeita é que ela atuasse como fornecedora de drogas de um grupo criminoso que teria vínculos com o casal.