Polícia

Polícia paraguaia suspeita que brasileiros estejam envolvidos em assassinato de advogada

Laura Casuso, 54 anos, foi morta a tiros na cidade de Pedro Juan Caballero

Câmeras de segurança flagraram a ação dos criminosos
Câmeras de segurança flagraram a ação dos criminosos Foto : Reprodução / CP
As autoridades paraguaias suspeitam que brasileiros estejam envolvidos no assassinato da advogada Laura Casuso, 54 anos, defensora do barão da droga Jarvis Gimenes Pavão. Ela foi executada com vários tiros de pistola calibre 9 milímetros na noite de segunda-feira, na travessa São Luis, no bairro Maria Victoria, na cidade de Pedro Juan Caballero - fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Três ou quatro pistoleiros, em uma Toyota Hilux, teriam cometido o crime, distante apenas cerca de 400 metros da linha internacional. Eles atiraram quando a advogada aproximou-se de sua Range Rover. Socorrida, a vítima faleceu durante atendimento médico. A Toyota Hilux, com placas de São Paulo, foi abandonada. Câmeras de monitoramento registraram o assassinato.

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Além de Jarvis Gimenes Pavão, a advogada defendia Marcelo Piloto, acusado de ser um dos principais fornecedores de armas para quadrilhas do Rio de Janeiro, sendo considerado peça chave da facção Comando Vermelho. Ele está preso no Paraguai desde dezembro do ano passado.

A principal suspeita é de que o assassinato dela tenha sido retaliação envolvendo o crime organizado, possivelmente envolvendo o Comando Vermelho e o agora rival Primeiro Comando da Capital, com o qual supostamente estaria ligado a Jarvis Gimenes Pavão, que está recolhido na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Ele havia sido extraditado do Paraguai para o Brasil em dezembro do ano passado.