Polícia

Polícia pede fim do sigilo a inquérito sobre morte de Becker

Material foi entregue hoje no Foro Central

Seis caixas com 4 mil páginas encerraram o trabalho de mais de um ano sobre a morte de Becker
Seis caixas com 4 mil páginas encerraram o trabalho de mais de um ano sobre a morte de Becker Foto : Mateus Bruxel / CP
A polícia pediu a quebra de sigilo do inquérito sobre a morte do vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremers) Marco Antônio Becker. O relatório foi encaminhado ao cartório da 1ª Vara do Júri do Foro Central de Porto Alegre, por volta das 11h10min desta sexta-feira. O delegado Rodrigo Bozzeto, que anexou a solicitação, explicou que o trabalho está terminado, e por isso não há mais a necessidade de sigilo.

Seis caixas com aproximadamente 4 mil páginas encerraram o trabalho policial de mais de um ano sobre a morte de Becker. Com as investigações ainda sob sigilo, o delegado não deu detalhes sobre os indiciados e as motivações do assassinato do oftalmologista, que ocorreu no dia 4 de dezembro de 2008, em Porto Alegre.

Na 1ª Vara do Júri, um promotor ficará encarregado por analisar o material. São três as possibilidades: encaminhamento da denúncia, arquivamento ou solicitação de novas investigações. Um dos indiciados no inquérito é o médico andrologista Bayard Ollé Fischer dos Santos, 59 anos, que tinha divergências com Becker. Esta semana, o advogado criminalista Nereu Lima, que defende Bayard, soube do indiciamento do cliente e disse que ficou surpreso. "Vou buscar uma reunião com o delegado. Quero saber detalhes do inquérito".

A expectativa da polícia é de que dentro de dez dias a 1ª Vara do Júri se posicione sobre o pedido de levantamento do sigilo do inquérito.