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Polícia pede quebra de sigilo telefônico de turista morta no Rio

Fabiane Fernandes, 32 anos, era gaúcha e residia há muitos anos em Florianópolis

Polícia pede quebra de sigilo telefônico de turista morta no Rio
Polícia pede quebra de sigilo telefônico de turista morta no Rio Foto : Reprodução / Facebook
A Polícia Civil do Rio de Janeiro pediu a quebra do sigilo telefônico da turista morta em uma trilha em Arraial do Cabo, na região dos lagos fluminense, durante o feriado prolongado. Os investigadores querem saber com quem Fabiane Fernandes, 32 anos, conversou antes do crime. Fabiane Fernandes era natural do Rio Grande do Sul, mas residia há muitos anos em Florianópolis.

O delegado responsável pelas investigações, Renato Mariano, já ouviu sete testemunhas. Seis pessoas com quem Fabiane conversou no caminho para a trilha e o amigo da empresária, que estava com ela na cidade e informou sobre o desaparecimento da turista. A polícia trabalha com três linhas de investigação: latrocínio, crime sexual e homicídio. 

Fabiane estava desaparecida desde o último domingo, quando compartilhou uma foto da trilha nas redes sociais e ficou incomunicável. O corpo da empresária foi encontrado por cães farejadores na tarde da última quarta-feira, na trilha que liga a Prainha à Praia do Forno, uma área de proteção ambiental. Roupas e documentos foram encontrados próximo à vítima.

De acordo com a Polícia Civil, o corpo, que estava nu e tinha ferimentos na cabeça. O laudo cadavérico apontou traumatismo craniano como causa da morte.

Segundo a médica legista Kesley Couto de Castro, do Instituto Médico Legal de Araruama, Fabiane Fernandes também tinha muitas lesões na face. “Traumatismo craniano e traumatismo facial quase completo”, afirmou.

A necropsia identificou que os ferimentos são compatíveis com algum objeto contundente. A empresária pode ter sido vítima de violência sexual antes de ser morta. Peritos que estiveram no local apontaram o abuso, ainda não confirmado pelo laudo, que está em andamento.

Agora, o IML faz uma pesquisa do material recolhido embaixo da unha da vítima na tentativa de identificar DNA do possível agressor. Os materiais podem ajudar na identificação do responsável pelo crime.