A 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí encaminha, nesta sexta-feira, à Justiça o pedido de prisão temporária de outras seis pessoas por suposto envolvimento no assassinato do empresário Flávio Stamm, 38 anos. Seis suspeitos já estão presos. Segundo as investigações, as 12 pessoas estariam ligadas ao homicídio, ocultação de cadáver, limpeza do local do crime e ainda a um esquema de tráfico de drogas, armas e munições.
A vítima estava desaparecida desde novembro do ano passado e na noite dessa quinta-feira, dois suspeitos apontaram o local onde o corpo teria sido enterrado na beira da praia do Balneário de Salinas, em Cidreira no Litoral Norte. O cadáver, que estava queimado e sem a cabeça, ainda será submetido ao exame de DNA para confirmação da identidade, mas a polícia tem convicção de que se trata do empresário.
Na quinta-feira, os agentes prenderam o suspeito de ter cometido o crime no sítio onde morava a vítima, em Gravataí. Ele seria amante da mulher do empresário. Segundo a investigação, o casal teria premeditado o crime. Também foi detido o compadre da vítima, que teria admitido participação na ocultação do corpo.
O suspeito alegou ter agido sob ameaça . Ele apontou aos policiais o local onde o corpo foi enterrado. Em entrevista à Rádio Guaíba e à TV Record, disse que encontrou o comparsa na beira da praia e que, dias depois, retornaram ao local para colocar o corpo em uma cova mais profunda. “Ele levou lenha e gasolina, jogou no Flávio e ateou fogo. Depois que queimou bastante, desmanchou a cabeça do corpo para que se alguém achasse não fosse reconhecido pela arcada dentária”, contou.
O comparsa negou a versão e afirma inocência. A companheira do empresário foi presa na semana passada com outras três mulheres por tráfico de drogas e está na Penitenciária Feminina Madre Peletier, em Porto Alegre.
Polícia pedirá prisão de outros seis suspeitos de envolvimento na morte de empresário
Vítima estava desaparecida desde novembro do ano passado e seu corpo foi encontrado na quinta-feira