A Polícia Penal gaúcha cumpriu mandados de busca e apreensão no Complexo Prisional de Canoas, Penitenciária Estadual de Sapucaia do Sul e na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro. A ofensiva faz parte da Operação Mute, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Foram apreendidos 75 aparelhos.
A ação, que teve início na quarta-feira e se encerrou nesta sexta, ocorreu em pavilhões e celas de mais de 100 unidades prisionais em todo o país. Os resultados à nível nacional, ainda não foram divulgados.
No Rio Grande do Sul, 120 celas foram revistadas, totalizando 826 apenados. Foram mobilizados cerca de 180 servidores, que fazem parte do Grupo de Ações Especiais (Gaes), do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) da 1ª Região Penitenciária e das equipes das unidades.
A coordenação foi feita pelo Departamento de Inteligência e Operações Estratégicas da SSPS e pelo Departamento de Segurança e Execução Penal da Polícia Penal, com participação do Departamento de Inteligência da instituição.
O superintendente da Polícia Penal, Mateus Schwartz, enfatiza que a atuação da Polícia Penal na terceira fase da Operação Mute demonstra a capacidade técnica do Gaes e dos GIRs. “Os nossos grupos táticos são referência no país e têm um papel muito importante para a redução dos índices de criminalidade no Rio Grande do Sul”. O superintendente também ressalta o empenho de todos os servidores penitenciários para tornar o sistema prisional cada vez mais seguro.
O titular da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), Luiz Henrique Viana, destaca que o governo do Estado tem investido em ações estratégicas para contribuir com a redução dos índices de criminalidade. “Com o Programa RS Seguro, temos alcançado bons resultados no combate ao crime. A Polícia Penal gaúcha desempenha um papel importante nesse contexto, com a realização de diversas revistas em unidades prisionais. E a participação na Operação Mute, em parceria com órgãos federais, é um exemplo desse trabalho integrado e com o objetivo de trazer mais segurança para a sociedade”, afirma Viana.
De acordo com a Senappen, os aparelhos telefônicos são as principais ferramentas usadas pelo crime organizado para a perpetuação de delitos e o consequente avanço da violência nas ruas.
É a terceira fase da Operação Mute. Em dezembro, a segunda fase resultou na apreensão de 1.056 celulares em 106 unidades prisionais localizadas nas 27 unidades federativas. Na ocasião, mais de 5,2 mil celas foram revistadas por um efetivo de quase 4,4 mil policiais.
Já na primeira fase da operação, em outubro, foram apreendidos 1.166 aparelhos celulares, um revólver, armas brancas e substâncias análogas a entorpecentes. A revista ocorreu em 68 penitenciárias, de 26 estados. Dez presídios tiveram registro de zero celulares apreendidos.