Conforme a Polícia, a avó dela, de 57 anos, era quem agenciava as relações sexuais. De acordo com Vaz, a mulher cobraria para que o ato se consumasse. O pagamento era feito através da entrega de mantimentos ou dinheiro. No momento, a garota permanece em uma casa de passagem, sob guarda do Conselho Tutelar. O delegado indiciou os suspeitos por estupro de vulneráveis de forma continuada.
O irmão teria contado aos policiais o que ocorria. Os outros suspeitos preferiram não se manifestar, evocando o direito constitucional de só falar em juízo. De acordo com Vaz, o adolescente, que também é suspeito de abusar de outro irmão, em seu depoimento, contou detalhes dos atos de abuso que a menina sofria.
Os suspeitos maiores de idade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Foram detidos, além da avó, dois tios da menina, de 29 e 32 anos, o padrasto, 28, e o padrinho da menina, 39. Os suspeitos foram conduzidos ao Presídio de Santiago e, de acordo com o delegado, não reagiram à prisão.
Conforme Vaz, foi feita uma denúncia, no final do mês de janeiro, de que a garotinha estaria sofrendo abuso sexual, em uma residência na localidade de Paraíso, no interior de Santiago. Os policiais foram até o local e trataram de retirar a criança da casa da avó, a levando para uma casa de passagem. Ao mesmo tempo, a Polícia começou a investigar a veracidade das acusações. Foram tomados depoimentos e foi providenciada a perícia.
Além disso, a criança foi submetida a exame de corpo de delito. O resultado comprovou os crimes sofridos pela criança. “Após comprovarmos o abuso, pedimos a prisão preventiva dos envolvidos”, contou o delegado. “Quando o Judiciário a decretou, fomos atrás dos suspeitos.”