Polícia

Polícia prende cinco integrantes da mesma família por abuso sexual

Com agenciamento de avó, menina de nove anos seria violentada desde que tinha cinco anos

A polícia prendeu e encaminhou para o presídio da cidade de Santiago cinco integrantes de uma família suspeitos de abusar sexualmente de uma menina de nove anos. Todos moravam em uma mesma residência, na localidade de Paraíso, no interior do município. A criança seria violentada desde quando tinha cinco anos de idade.

Conforme a Polícia, a avó dela, de 57 anos, era quem agenciava as relações sexuais. De acordo com Vaz, a mulher cobraria para que o ato se consumasse. O pagamento era feito através da entrega de mantimentos ou dinheiro. No momento, a garota permanece em uma casa de passagem, sob guarda do Conselho Tutelar. O delegado indiciou os suspeitos por estupro de vulneráveis de forma continuada.

O irmão teria contado aos policiais o que ocorria. Os outros suspeitos preferiram não se manifestar, evocando o direito constitucional de só falar em juízo. De acordo com Vaz, o adolescente, que também é suspeito de abusar de outro irmão, em seu depoimento, contou detalhes dos atos de abuso que a menina sofria.

Os suspeitos maiores de idade tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Foram detidos, além da avó, dois tios da menina, de 29 e 32 anos, o padrasto, 28, e o padrinho da menina, 39. Os suspeitos foram conduzidos ao Presídio de Santiago e, de acordo com o delegado, não reagiram à prisão.

Conforme Vaz, foi feita uma denúncia, no final do mês de janeiro, de que a garotinha estaria sofrendo abuso sexual, em uma residência na localidade de Paraíso, no interior de Santiago. Os policiais foram até o local e trataram de retirar a criança da casa da avó, a levando para uma casa de passagem. Ao mesmo tempo, a Polícia começou a investigar a veracidade das acusações. Foram tomados depoimentos e foi providenciada a perícia.

Além disso, a criança foi submetida a exame de corpo de delito. O resultado comprovou os crimes sofridos pela criança. “Após comprovarmos o abuso, pedimos a prisão preventiva dos envolvidos”, contou o delegado. “Quando o Judiciário a decretou, fomos atrás dos suspeitos.”

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