Polícia

Polícia prende cinco suspeitos de assassinatos no bairro Rio Branco

Crimes foram cometidos por grupos rivais do tráfico de Porto Alegre nesta semana

Úm corpo foi encontrado nesta sexta na zona Norte da Capital
Úm corpo foi encontrado nesta sexta na zona Norte da Capital Foto : André Ávila
A Polícia Civil avançou nas investigações sobre os assassinatos em série ocorridos entre a noite de quarta-feira e madrugada de quinta no bairro Rio Branco e no Beco dos Coqueiros, no Jardim Itu-Sabará, em Porto Alegre. Os dois grupos rivais de narcotráfico foram identificados e cinco suspeitos das execuções estão presos.

Responsável pela 3ª Delegacia de Polícia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (3ªDHPP), o delegado João Paulo Abreu confirmou a existência de um conflito entre traficantes da vila Amazônia e do Loteamento Santa Maria, ambos nas margens da avenida Plínio Kroeff, no Porto Seco, no bairro Rubem Berta. Vários homicídios foram registrados na região.

Após os assassinatos em série da noite de quarta-feira e madrugada de quinta passada, a 3ª DHPP e o 20º BPM deflagraram uma ação que já resultou na prisão de cinco integrantes do grupo do loteamento Santa Maria. Os traficantes estão envolvidos em um homicídio ocorrido no dia 6 de outubro de 2013 na vila Amazônia.

Há forte suspeita de que os cinco suspeitos presos tenham envolvimento nas quatro mortes dos rivais no bairro Rio Branco e no Beco dos Coqueiros, no Jardim Itu-Sabará. “As investigações que levaram à prisão preventiva foram desenvolvidas frente às mortes ocorridas em virtude do referido conflito”, disse o delegado João Paulo Abreu.

Uma das vítimas dos assassinatos em série, que residia no bairro Rio Branco, mas integrava o grupo da vila Amazônia, havia sido apontada como mandante de um homicídio ocorrido no Porto Seco em 2013, respondendo o processo em liberdade. Ele também era investigado por uma morte na avenida Manoel Elias, em junho deste ano, o que teria sido a sua sentença de morte determinada pelo grupo do loteamento Santa Maria.

O delegado João Paulo de Abreu espera agora confirmar a participação nas execuções dos cinco suspeitos presos. “Afirmar, no presente momento, que efetivamos a prisão dos executores do triplo homicídio não me parece o caso. Entretanto, os presos são considerados opositores dos criminosos que atuam vila Amazônia”, afirmou.

O titular da 3ª DHPP acrescentou ainda que existem “relatos de pessoas que moram em ambos os locais, cidadãos de bem, trabalhadores, que não podem descer para vila Amazônia ou mesmo subir para o loteamento Santa Maria, senão correm o risco de morrer”, observou.

Na manhã desta sexta-feira, o corpo de um homem com tornozeleira eletrônica foi encontrado sob uma árvore, ao lado de um campo de futebol, na rua Nilva Garrido, no bairro Rubem Berta. Os policiais civis vão apurar se a morte da vítima, com marcas de tiros, tem relação com as recentes execuções.

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