De acordo com o delegado Joel Wagner, o gerente, junto com a esposa, grávida de oito meses, foram rendidos em casa em Tramandaí no final da noite de quinta-feira. Durante a madrugada de sexta-feira, a mulher dele foi levada para um cativeiro. Pela manhã, o gerente teve de se deslocar até a agência bancária, em Balneário Pinhal, mas não houve êxito em recolher o dinheiro do cofre.
Wagner explicou que os assaltantes exigiram, então, um resgate para soltar sua esposa do gerente. “Uma quantia irrisória foi paga”, disse, acrescentando que a decisão foi tomada devido ao fato dela estar grávida. A mulher foi libertada na ERS 118, em Alvorada, ainda na sexta-feira.
Em liberdade condicional desde janeiro deste ano, Maninho foi localizado e preso na vila Paraíso. No local, foram apreendidos um revólver calibre 38 com cinco munições, uma réplica plástica perfeita de pistola calibre 9 milímetros, quatro celulares e uma máscara do personagem Jason, dos filmes da franquia Sexta-Feira 13, além de um Peugeot 206.
Vida criminosa desde os anos 90
Para surpresa dos agentes, a casa onde estava Maninho é a que serviu de cativeiro para a esposa do gerente. O criminoso tem antecedentes criminais desde 1994 por roubos a bancos e carros-fortes, além de caminhões de cargas. Ele foi apontado ainda como envolvido no ataque da Prosegur, em maio de 2011, na Capital.
O chefe de equipe da empresa de transporte de valores, com a esposa e filho pequeno, foram mantidos reféns em Esteio. Todos foram trazidos depois para Porto Alegre, onde a vítima foi obrigada a driblar os procedimentos internos de segurança e saiu sozinho com um carro-forte carregado de uma quantia milionária em dinheiro. O blindado foi abandonado em seguida perto de um macroatacado. As vítimas foram depois soltas. Em junho daquele mesmo ano, o assaltante seria preso pelo Deic em Gravataí.
Caçada continua
Uma caçada aos demais integrantes da quadrilha que sequestro o gerente do Banrisul de Balneário Pinhal, no Litoral Norte, será realizada pela Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos da Polícia Civil. Além de Maninho, de 48 anos, Wagner não descarta que mais cinco criminosos façam parte do grupo. “Já temos alguns nomes de suspeitos”, revelou.