A Brigada Militar de Canoas prendeu, ensta quinta-feira, Cláudia Leão Pedroso, de 42 anos, depois de seis meses de investigação. De acordo com a polícia, ela já assumiu mais de 11 identidades e é considerada a maior estelionatária do Sul do Brasil. Cláudia foi detida em casa, na rua Gramado, e não ofereceu resistência à prisão.
A mulher estava foragida da Penitenciária Feminina Madre Pelletier desde 29 de setembro de 2008, quando fugiu com outras três detentas do presídio. Ela cumpria pena de cinco anos depois de aplicar uma fraude que custou R$ 111 mil ao Banco do Brasil de Santa Maria. Na ocasião, mais de 10 pessoas foram presas, inclusive ex-policiais militares.
De acordo com a polícia, Cláudia começou a falsificar para si, produzindo em casa carteiras de identidade, de motorista e documentos de identificação profissional. Ela já se passou por engenheira, enfermeira e advogada. Cláudia também confeccionava extratos bancários e contas de telefone e luz para comprovar renda e endereço para poder aplicar golpes maiores, como a contratação de empréstimos com identidades fantasmas.
Depois de fugir da prisão, a estelionatária começou a fazer documentos por encomenda e produzir cédulas falsas de R$ 10. Conforme a Brigada Militar, foram encontrados na casa dela computadores, impressoras e notas impressas em grandes folhas de papel, ainda não cortadas. Outras já estavam em maços, prontas para serem derramadas no comércio.
Ainda segundo os policiais que atuaram na prisão, tanto os documentos como as cédulas eram de alta qualidade e passavam com facilidade por originais. Durante a operação, foi encontrada a foto de um foragido do sistema penal que havia encomendado a identidade falsa.
Cláudia tem cinco filhos, todos adultos e que auxiliam no ramo. O marido, André Pedroso, também está preso por estelionato.
Polícia prende maior estelionatária do sul do País em Canoas
Cláudia Leão Pedroso, 42 anos, estava foragida havia um ano e meio<br />