Segundo o titular da delegacia de Eldorado do Sul, delegado Alencar Carraro, foram detidos dois líderes do bando. Um deles, de 33 anos, usava uma tornozeleira eletrônica. A quadrilha já teria realizado mais 20 assaltos na região. “Era uma quadrilha violenta”, destacou Carraro, citando o caso de um idoso, com mais de 80 anos, que foi agredido com coronhadas dentro de casa durante assalto.
As investigações iniciaram após o roubo do pedágio de Eldorado do Sul, em maio deste ano. A organização tinha divisões internas, como uma encarregada de obter informações privilegiadas sobre os alvos, outra que fazia o levantamento do local e uma terceira que executava os roubos.
Na operação foram apreendidos duas espingardas, dois revólveres, uma besta, farta munição de vários calibres, miguelitos, toucas ninjas, dinheiro, binóculos, dezenas de celulares e centenas de objetos e pertences roubados, como joias, notebooks e roupas, além de um Vectra e um Clio.
Segundo o delegado Alencar Carraro, uma parte do bando era de uma mesma família, sendo que as mulheres tinham a tarefa de buscar os companheiros após os ataques e revender os objetos roubados para obter dinheiro. A base do grupo fica no bairro Pedras Brancas, em Guaíba.
O delegado Alencar Carraro afirmou que um dos líderes do bando começou a usar a tornozeleira eletrônica no início deste mês, após estar cumprindo o regime semiaberto no Instituto Penal de Viamão. Nas escutas telefônicas, o criminoso comparou o equipamento a uma coleira de cachorro e a mulher dele contou que teve um sonho em que seria preso. “Ele foi prejudicado em sua movimentação e teve de parar por causa da tornozeleira”, recordou o titular da DP de Eldorado do Sul. O delegado descobriu ainda que, para ludibriar a vigilância penitenciária, o apenado fingia que trabalhava em uma oficina mecânica, cujo dono atestava falsamente o seu comparecimento. Já o outro líder da quadrilha deveria estar cumprindo prisão domiciliar.
Já foram aprendidas cinco armas (duas espingardas, dois revólveres e uma besta), munições de vários calibres, dois veículos (Vectra e um Renault Clio), miguelitos, binóculos, mais de 20 celulares, dinheiro, produtos de roubo e até uma dinamite. De acordo com a Polícia Civil, 200 agentes foram chamados para participar da ofensiva.