De acordo com o delegado César Carrion, a doméstica, ligada a uma religião afrodescendente, sabia que a vítima havia brigado com o namorado. Roseli, então, prometeu à vítima "trazer o amado de volta". Para isso, disse que a aposentada precisava dormir, por uma noite, na casa dela, no bairro Cristal. Na polícia, a aposentada contou que, na residência, foi obrigada a tomar bebidas alcoolicas e adormeceu. O delegado suspeita que um sonífero tenha sido colocado no copo.
Na manhã seguinte, a filha da aposentada, que dormia com a neta dela, de cinco anos, na casa da família, ouviu um barulho na porta. Em seguida, três homens, armados e mascarados, entraram na residência, forçaram-na a abrir o cofre e roubaram jóias avaliadas em quase R$ 200 mil, além de computadores, videogames e máquinas fotográficas, entre outros eletrônicos. A mulher, então, procurou a Polícia, que encontrou a aposentada na casa da doméstica, ainda dormindo.
Já o filho de Roseli, Romário de Almeida Mello, de 18 anos, foi flagrado usando um relógio e parte das jóias roubadas na residência. Ele, então, confessou ter pego a chave da casa na bolsa da aposentada e, com mais dois comparsas, cometido o crime e vendido a maioria das jóias, no Centro da Capital, por R$ 1,3 mil. Segundo o delegado Carrion, o jovem deve responder por roubo, receptação e formação de quadrilha e a mãe por co-autoria de roubo e formação de quadrilha. Os outros dois envolvidos no crime ainda não foram localizados.