Polícia

Polícia prende nove em ação contra ataques a ônibus

Operação Viagem do Terror ocorreu em Porto Alegre e Região Metropolitana

Mais de 30 agentes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão na Capital
Mais de 30 agentes cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão na Capital Foto : Polícia Civil / Divulgação / CP
A Força-Tarefa de Combate a Roubos em Coletivos, da Polícia Civil, desencadeou no início da manhã desta terça a operação Viagem do Terror com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que praticou mais de 40 ataques a ônibus em Porto Alegre e Região Metropolitana. Nove criminosos foram presos. Houve a apreensão de dois simulacros de pistola, uma arma de choque, relógios e celulares roubados das vítimas. Mais de 30 agentes cumpriram dez mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão na Capital. A Força-Tarefa descobriu que dois motoristas de aplicativos de celular participavam dos ataques. A quadrilha teria em torno de 15 integrantes já identificados.

Segundo os delegados Carlos Wendt e Alencar Carraro, a quadrilha praticava roubos em linhas intermunicipais de Porto Alegre para Guaíba, Cachoeirinha e Gravataí. “Os integrantes da organização criminosa são extremamente violentos e agrediam as vítimas com choques, socos e coronhadas durante os roubos a ônibus. Somente entre abril e junho deste ano, o grupo cometeu mais de 40 assaltos a coletivos”, relataram os delegados. Entre os presos estão duas lideranças do bando e uma mulher que estava encarregada de dar choques elétricos nas vítimas.

As investigações começaram em abril deste ano com apuração dos ataques em Porto Alegre. Em junho houve uma ação que culminou então na prisão de um dos receptadores da quadrilha, em Canoas. “O suspeito teve a audácia de montar um brique para vender produtos que haviam sido roubados nos coletivos”, lembraram Carlos Wendt e Alencar Carraro. Sobre os dois motoristas dos aplicativos de celulares, os delegados explicaram que “eles faziam a condução dos criminosos até os ônibus atacados, geralmente entre 19h e 21h e quase sempre na avenida da Legalidade”. De acordo com os policiais, os motoristas “cobravam da organização criminosa até R$ 200,00 pelas corridas para resgatar os assaltantes após os roubos, ganhando ainda bonificação com celulares roubados das vítimas”.

Sobre a mulher responsável por usar o aparelho de choque usado para aterrorizar as vítimas, Carlos Wendt e Alencar Carraro observaram que ela foi identificada, através de imagens, em 23 dos 40 roubos cometidos. Entre os presos estão também os responsáveis por transportar e revender os pertences dos passageiros.

Durante as investigações também foi apurado que um dos suspeitos usava, para o transporte dos responsáveis pelos roubos, o mesmo carro que locava para a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). “Imagens flagraram inclusive o veículo com uma placa indicando que prestava serviço ao órgão durante um dos assaltos”, destacaram os delegados, que esperam a queda no número de ocorrências.