O delegado reiterou tratar-se apenas de uma suspeita, mas suficiente para a Polícia Civil abrir processo de apuração, já que trata-se de um foragido, apontado como um contumaz assaltante de taxistas na Capital. Ferreira fez questão de destacar, no entanto, que o homem preso está sendo investigado, o que não significa que ele seja o autor ou um dos autores dos crimes. “As investigações vão nos indicar. Não estamos afirmando que prendemos um dos responsáveis”, afiançou.
A expectativa da Polícia Civil é de que, nesta segunda-feira, nove dias após as mortes, sejam esclarecidos alguns pontos, com base no que já foi apurado.Mortes ocorreram em intervalo de três horas
As mortes ocorreram na madrugada de sábado, 30 de março, em um intervalo de menos de três horas, com algumas coincidências indicando que o responsável pelas mortes seja o mesmo. Os taxistas assassinados foram Edson Roberto Loureiro Borges, 50 anos, cujo corpo foi encontrado na vila Ipiranga; Eduardo Ferreira Haas, 31 anos, na rua São Jerônimo, no bairro Passo D’Areia, e Cláudio Gomes, 59 anos, encontrado na Travessa José Bonifácio, na Vila Mario Quintana.
Todas as vítimas foram assassinadas com uma arma calibre 22, um dos indícios que leva a Polícia a suspeitar que uma única pessoa tenha cometido os três crimes.
Os assassinatos ocorridos em Santana do Livramento, em 28 de março, também tiveram como arma uma 22. No caso de Livramento, os carros passarão por nova perícia nesta segunda.