A Conexão Paraguaia, que abastecia o mercado de Porto Alegre e Região Metropolitana com crack, foi desarticulada nesta terça-feira, em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Quatro integrantes da quadrilha foram presos e pouco mais de 9 quilos da droga foram apreendidos. Quantidade suficiente para fazer cerca de 46,5 mil pedrinhas da droga para venda, em um valor estimado de R$ 232 mil.
De acordo com o delegado Cléber dos Santos Lima, titular da 2ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (DIN), do Denarc, e que comandou a operação, o grupo trazia, por mês, aproximadamente 30 quilos do entorpecente. A droga entrava no Brasil por Foz do Iguaçu, de onde três dos acusados, dois homens de 51 e 38 anos e uma mulher de 39, eram oriundos.
A outra suspeita é uma gaúcha de 26 anos. Os dois homens foram conduzidos ao Presídio Central e as acusadas à Penitenciária Feminina Madre Pelletier.
As investigações, de acordo com Lima, começaram há 30 dias, quando os agentes do Denarc receberam a denúncia da gangue que trazia o crack do Paraná. Na noite de segunda-feira, os policiais tiveram a confirmação de que o grupo tinha chegado a São Leopoldo e se hospedado em um hotel no centro da cidade.
Nesta terça-feira, por volta das 15h, contou o delegado, o trio estava andando pelo Centro da cidade do Vale dos Sinos, quando foram abordados. Em seguida, os policiais foram até a residência da acusada gaúcha, situada na rua Francelino Dias, no bairro Jardim América, onde encontraram a droga acondicionada dentro de uma sacola preta. Lima disse suspeitar que o grupo tenha vendido algo em trono de 5 quilos do narcótico na noite em que chegaram à cidade do Vale dos Sinos. "Acreditamos que a gangue agia há, no minímo, seis meses", disse o delegado. "Eles tinham conexão com traficantes paraguaios, de onde recebiam a droga e traziam para cá".
No Denarc, o suspeito de 51 anos afirmou que era a segunda vez que vinha para Porto Alegre. Segundo ele, a viagem era feita de carro desde Foz do Iguaçu. Mesmo admitindo que sabia da droga no carro, negou que fosse o dono. Ele fez questão de isentar a mulher que o acompanhava, afirmando que a acusada não tinha conhecimento de que eles estavam transportando crack no automóvel. A gaúcha se defendeu, afirmando não saber que a bolsa continha crack e que apenas era amiga do acusado de 38 anos.
Polícia prende quatro pessoas com 9 quilos de crack em São Leopoldo
Com valor estimado em R$ 232 mil, droga seria vendida na Região Metropolitana