De acordo com o delegado Guilherme Wondracek, dois presos seriam proprietários de um restaurante localizado na rua Felip Nery e Silva Jardim, no bairro Auxiliadora, perto do local onde um dos caminhões roubados permaneceu por cerca de 50 minutos, conforme indicou o GPS do veículo. O terceiro suspeito teria antecedentes por assalto a banco e cumpriria pena no regime semiaberto no albergue Padre Pio Buck, em Porto Alegre. Segundo a polícia, ele é suspeito de ter participado diretamente do ataque devido à sua experiência em assaltos. Os três irmãos foram presos sob acusação de receptação.
A mercadoria localizada na despensa da cozinha do restaurante foi apreendida e devolvida à empresa atacada, que enviou um caminhão com baú refrigerado para efetuar o recolhimento. O delegado Guilherme Wondracek pretende agora identificar toda a quadrilha. O titular da Delegacia de Roubos a Bancos, delegado Juliano Ferreira, ficou interessado no caso, já que o assaltante de banco pode ter atuado também nos últimos ataques contra agências bancárias.
A quadrilha formada por 10 homens invadiu o estabelecimento e rendeu 15 funcionários da empresa, localizada no bairro Niterói. Após roubar R$ 40 mil, o grupo usou quatro veículos para transportar a carne: dois caminhões da empresa, um veículo Polo e uma Kombi.
Um dos donos da empresa, que pediu anonimato, acredita que o crime teria sido cometido por pessoas que conhecem a empresa. "Eles abordavam as pessoas pelo nome e inclusive sabiam onde estavam a mercadoria. O prejuízo entre carro e produto é de pelo menos R$ 150 mil."
O outro sócio da empresa afirmou que os bandidos estavam tranquilos no momento do assalto. "Foi terrível. É uma coisa que a gente nunca espera que vai acontecer. Ficamos 1h30min em poder deles, mas eles não chegaram a nos agredir", lembra.