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Polícia prende três suspeitos de tráfico na Vila Nazaré

Com o trio, foram encontrados uma pistola, um revólver, munições e radiocomunicadores

Polícia prende três suspeitos de tráfico na Vila Nazaré
Polícia prende três suspeitos de tráfico na Vila Nazaré Foto : Mateus Bruxel
A vila Nazaré, em Porto Alegre, foi ocupada na manhã desta terça-feira pelas Patrulhas Especiais (Patres) do 1º Batalhão de Operações Especiais (1º BOE) e setor de inteligência do Comando de Policiamento da Capital (CPC) da Brigada Militar. Três suspeitos de tráfico foram presos com uma pistola calibre 40 de uso restrito, um revólver calibre 38, cerca de 50 munições e dois radiocomunicadores, além de inúmeros documentos e placas de carro.

Entre a munição encontrada havia três de fuzil com bala traçante, cuja trajetória após o disparo é enxergada na escuridão. A ação teve como objetivo inibir a guerra travada na região na disputa pelo tráfico de drogas. Trinta policiais militares participaram da operação, realizada após monitoramento do local pelo setor de inteligência do CPC. Os traficantes presos encontravam-se nos fundos da vila Nazaré e não tiveram chance de fuga ou reação diante do efetivo fortemente armado das Patres do 1º BOE.

Um dos detidos é conhecido como "Josi" e foi apontado como o executor dos assassinatos de inimigos e supostos traidores. Conforme a BM, ele e um outro cúmplice preso ontem seriam da vila Dique, mas teriam passado para o outro lado, aliando-se ao grupo da vila Nazaré.

Em maio do ano passado, sete traficantes foram presos na vila Nazaré com duas submetralhadoras calibres 9 milímetros, uma submetralhadora argentina calibre 45, uma carabina calibre 12 de repetição, uma pistola argentina calibre 9 milímetros e cerca de 300 cartuchos, inclusive de fuzil 762, além de seis toucas ninjas, dois casacos de camuflagem de uso militar e uma balança de precisão.

Capturado em uma ação do Denarc da Polícia Civil em dezembro de 2008, em Cachoeirinha, Neri, apontado como líder do tráfico na Vila Nazaré, mantinha relacionamento com as facções PCC, em São Paulo, e AdA, no Rio de Janeiro, trocando drogas por armamento. A cada 15 dias, uma remessa de 2 toneladas de maconha, avaliada em R$ 4 milhões, era enviada àqueles dois estados.

O narcotraficante ia com frequencia também à fronteira de Foz do Iguaçu, no Paraná, com o Paraguai. Neri foi acusado ainda de mandar assassinar o líder anterior da vila Nazaré, seu antigo patrão Lampião, que foi executado com mais de 50 tiros em agosto de 2008.

A viúva de Lampião, um irmão dele e um homem de confiança também acabariam sendo mortos para não haver resistências ao seu domínio.