Uma ação integrada entre a Polícia Civil e a Brigada Militar desmantelou uma quadrilha de tráfico de drogas que fornecia cocaína para dependentes químicos da classe alta de Erechim na manhã desta quarta-feira. Foram presas quatro pessoas e uma se encontra foragida. Uma outra pessoa envolvida no mesmo esquema está presa desde setembro.
Na operação, os policiais apreenderam 24 buchas de cocaína, uma espingarda e munição. A operação denominada Cia do Pó, pois os traficantes administravam o negócio como uma empresa, envolveu 71 policiais (35 civis e 36 militares), quatro delegados de polícia e 27 viaturas de toda a região Alto Uruguai.
A ação foi desencadeada ainda na madrugada. Por volta das 6h30min, os agentes partiram em comboio para cumprir nove mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), Gustavo Vilasbôas Ceccon, que coordenou a investigação de três meses, “o principal objetivo era realizar as prisões, a apreensão da droga e da arma só corroborou ainda mais a investigação. Já possuíamos provas suficientes contra os envolvidos”.
Em entrevista coletiva o delegado regional de Polícia Civil, Gerson Fraga, e o capitão da Brigada Militar, André Konigonis, ressaltaram o resultado positivo de mais uma ação conjunta entre as forças policiais. Juntamente com o delegado Ceccon, agradeceram à comunidade que tem sido efetiva nas denuncias e pediram para que a população continue colaborando.
“Todas as denúncias são averiguadas. Às vezes pode demorar um pouco para que a população veja o resultado, mas ele vem, porém as investigações às vezes são complexas e demoradas”, disse Ceccon.
Todos os presos devem responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e alguns, por corrupção de menores. Um casal de adolescentes, ele, 16 anos, e ela, 15 anos, foi encaminhado para a Delegacia de Polícia para esclarecimentos. A polícia comprovou o envolvimento de ambos com o tráfico.
Polícia prende traficantes em operação em Erechim
Quadrilha movimentava cerca de R$ 1,5 mil/dia e administrava o tráfico como uma empresa