Polícia

Polícia procura testemunha do assassinato de professora

Informante disse com detalhes como foi e quem praticou do crime, mas dupla presa pode não ter relação com o assassinato

A Polícia Civil admite que pode ter colocado atrás das grades dois inocentes durante a investigação da morte da professora Marília Borges Ruas, de 53 anos, na zona Norte de Porto Alegre. Ela foi assassinada na sexta-feira, no bairro Protásio Alves. No sábado e na segunda, dois jovens foram detidos depois que uma pessoa apontou com detalhes que ambos eram suspeitos do latrocínio.

A testemunha está sendo procurada, mas ainda não foi localizada. A polícia quer saber por que ela incriminou a dupla. Para o titular da 18ª Delegacia de Polícia, Cézar Carrion, o informante pode ser responsabilizado por crime de falso testemunho. "Tinhamos uma testemunha ocular adulta e acima de qualquer suspeita. Ela relatou que conhecia intimamente os dois", relatou o delegado.

Carrion garante que ele e a equipe foram induzidos a pensar que os primeiros dois presos foram os autores do crime. Lembrou, no entanto, que mesmo assim, o trabalho investigativo continuou e permitiu a identificação dos outros dois presos. O delegado também enfatizou que já encaminhou o inquérito ao Ministério Público, que vai decidir sobre a situação dos detidos: “Agora é com o MP. Cabe a eles avaliar os depoimentos e ver quem pode ser solto, ou não”.

Marília Gomes Ruas, 53 anos, professora da Escola Estadual Baltazar de Oliveira Garcia, na zona Norte de Porto Alegre, foi atingida com um tiro na cabeça na sexta-feira. Conforme a Brigada Militar, ela foi abordada por dois assaltantes na saída do estacionamento da instituição.