Ambos discutiram em função de uma colisão leve depois de uma manobra do táxi em frente a um estacionamento na rua Marechal Floriano. O crime ocorreu minutos depois, na rua Duque de Caxias, quase no cruzamento com a avenida João Pessoa. A pedido da Polícia, a Justiça decretou a prisão preventiva do taxista.
Detido no Presídio Central, Adornes foi preso em flagrante pela Brigada Militar perto das 5h30min de sábado, a metros do local em que Gabriel foi atropelado. O estrago no táxi foi tamanho, segundo a delegada Liliane Kramm, da 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), que os quatro pneus furaram e as marchas deixaram de engatar. Gabriel chegou a ser atendido no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, mas não resistiu. Ainda na rua, pedestres tentaram linchar o taxista e foram contidos pela BM.
Conforme a policial, que encaminhou o pedido de prisão preventiva, exames de urina devem comprovar se Adornes havia ingerido álcool. A delegada confirmou que, apesar de as câmeras de monitoramento de prédios residenciais no trajeto entre o estacionamento e o ponto onde Gabriel foi atropelado mostrarem que havia movimento na rua, ninguém, até agora, se apresentou à Polícia como testemunha. Ela destacou que os relatos são importantes, sobretudo, para o julgamento do caso, já que um dos envolvidos morreu. Adornes é representado, no processo, por um defensor público.
A 2ª Delegacia de Homicídios vai concluir o inquérito. Adornes não tinha antecedentes criminais importantes, conforme a delegada, que também confirmou que nenhuma arma foi encontrada no local.