Polícia

Polícia propõe uso de MSN para enfrentar ataques a joalherias

Ação já está sendo realizada em Esteio, Gravataí e Cachoeirinha

A Brigada Militar (BM) sugeriu, nesta terça-feira, o uso do programa de mensagens instantâneas via internet (MSN) como uma das medidas para interligar a corporação aos joalheiros que atuam em Porto Alegre, principalmente em centros de comércio. Em menos de dois meses, cinco joalherias em shopping centers foram atacadas na Capital e uma em Canoas. Dois ataques ocorreram no sábado, em menos de sete horas.

O Comandante do Policiamento Metropolitano (CPM), coronel Carlos Bondan, garante que os ataques a lojas de Esteio, Gravataí e Cachoeirinha que adotaram o sistema foi reduzido a praticamente zero. A rede, ligada diretamente com o Centro de Operações da BM, também permite que outros lojistas conheçam as características dos criminosos.

A BM também sugeriu o aumento da agilidade na liberação de imagens de lojas e shoppings, as quais deverão alimentar os setores de inteligência das polícias.

Na tarde de hoje, na sede do Comando da BM, lojistas e representantes de shoppings e de empresas de vigilância estiveram reunidos para definir estratégias de combate aos grupos que atacam joalherias em centros comerciais. De acordo com os números da Secretaria da Segurança Pública, o Estado teve 16 ataques a lojas de jóias e relógios neste ano, sendo que nove casos ocorreram no segundo semestre. Em 2008 foram 24 casos e no ano passado, 31.

Lojistas reclamaram que a estatística pode não estar correta e ser maior porque muitas ocorrências acabam registradas como assalto a estabelecimento comercial e não como ataque a joalheria. A BM insiste que os comerciantes comuniquem a políca em caso de ataque.

A Brigada Militar vê com ressalvas a utilização de armas de fogo dentro dos shoppings. Segundo o Comando de Policiamento da Capital, se essa for a opção dos administradores de centros de compras, é preciso que se criem condições de o vigilante não ser rendido com facilidade.

O comandante do policiamento na área central de Porto Alegre (9º BPM) tenente-coronel Rogerio Maciel, defende que dentro dos estabelecimentos a arma deve ser evitada. Ele explicou que quando há algum ataque a shopping, os policiais aguardam a saída dos criminosos para evitar confronto no interior, o que pode resultar em inocentes feridos.

O comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Antero Batista Homem, afirmou que os recentes ataques a shoppings em Porto Alegre foram uma crise, mas que o momento já passou. O vice-presidente do Sindilojas Porto Alegre, Paulo Kruse, revelou que outras medidas em conjunto com a BM já vem sendo tomadas para evitar novos ataques, sem citar quais seriam.

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