Polícia

Polícia recolhe computadores e documentos de membros do Bloco de Luta

Secretaria da Segurança alegou que não há qualquer ilegalidade nos mandados

Depois que cinco pessoas foram indiciadas por dano ao patrimônio público durante o protesto da quinta-feira passada, em Porto Alegre, o Bloco de Luta pelo Transporte Público relatou que mandados de apreensão foram cumpridos na residência de ativistas do grupo. As buscas teriam ocorrido também na sede de duas organizações anarquistas na Capital.

O delegado responsável pelos indiciamentos, Paulo César Jardim, disse que não foi o autor dos pedidos de apreensão. Segundo a Secretaria Estadual da Segurança, os mandados são instrumentos de averiguação policial e não há qualquer ilegalidade se foram concedidos pela Justiça. A Pasta promete detalhar o caso em uma entrevista coletiva, no fim desta tarde.

“Isso lembra a ditadura”, critica ativista

Conforme um dos integrantes do movimento, Matheus Gomes, estudante e militante do PSTU, policiais civis recolheram textos e levaram um computador da sua casa. “Estão tentando transformar militantes em formadores de quadrilha levando livros de estudo e documentos de várias pessoas do movimento. Isso lembra a ditadura. Já que não conseguem atender às reivindicações, estão criminalizando”, criticou. A polícia também teria cumprido mandado na casa de outro ativista.

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