Outras unidades com scanner já circulam pelo Brasil. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a PRF já emprega o equipamento desde dezembro de 2012. No primeiro dia de atuação foi flagrada a presença de 406 quilos de cocaína em um compartimento escondido em um caminhão-baú com câmera fria. Até 28 de fevereiro, a PRF do MS já havia apreendido mais de meia tonelada de cocaína; 221 quilos de maconha; 131 pneus contrabandeados; 21 litros de bebidas; 5 mil peças de roupas; uma submetralhadora; três pistolas; dois revólveres; munições; medicamentos usados como anabolizantes e dois jovens sendo transportados juntos com cavalos. Seis pessoas foram presas.
A nova arma de combate à criminalidade da PRF integra o Plano Nacional de Fronteiras, do Ministério da Justiça. A licitação ocorreu em meados de 2012 e foi vencida por uma empresa norte-americana pelo valor de R$ 12,9 milhões. Cada caminhão com o equipamento custou mais de R$ 2 milhões. Para escanear vários veículos ao mesmo tempo é preciso que o caminhão sem identificação da PRF passe ou fique do lado dos mesmos. Imagens em raio X são produzidas com auxílio de um software e visualizadas em um monitor pelos policiais rodoviários federais. Segundo a PRF, não existe risco para a saúde de motoristas e passageiros, conforme atestou a Comissão Nacional de Energia Nuclear. Este tipo de equipamento é largamente usados em outros países, como na fronteira dos Estados Unidos com o México.