A Polícia Civil do Paraná não descarta que houve excesso de velocidade da carreta envolvida no acidente que deixou nove mortos, incluindo sete jovens de Pelotas, em Guaratuba, na noite de domingo. A investigação também apura suposta falha mecânica nos freios do veículo. Ele deverá ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
"As informações preliminares apontam para eventual excesso de velocidade do condutor do caminhão. Também solicitamos exame pericial no veículo, para constatar se houve falha mecânica nos freios ou se foi erro humano”, disse o titular da Delegacia de Delitos de Trânsito em Curitiba, delegado Edgar Santana.
O motorista da carreta é um homem de 30 anos, que teve ferimentos leves. Após o acidente, ele foi levado para o Hospital São José, em Joinville, mas recebeu alta ainda na manhã de segunda-feira. Ele se apresentou à Polícia na tarde desta terça-feira. Alegou que não dirigia com velocidade excessiva e atribui o ocorrido a uma fatalidade.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu próximo às 21h40min, no km 665, sentido Santa Catarina. A carreta teria colidido contra a parte de trás da van em que os gaúchos estavam, que foi projetado para frente e se chocou na traseira de um terceiro veículo. O impacto teria feito a van rodopiar e sair da pista. Na sequência, a carreta também saiu da rodovia e acabou tombando por cima da van.
Os adolescentes faziam parte do projeto Remar para o Futuro, iniciativa da prefeitura de Pelotas voltada para formação de atletas, em parceria com a Academia de Remo Tissot, Clube Centro Português e Universidade Federal de Pelotas (Ufpel). A equipe havia conquistado sete medalhas na disputa em São Paulo, e retornava para casa no momento do acidente. Apenas um tripulante da van, um jovem de 17 anos, sobreviveu.