Um agricultor parou a moto para remover um galho de árvore, que estava obstruindo a passagem na ponte, quando avistou um corpo boiando no riacho. Ele acionou a Brigada Militar e numa rápida vistoria no local, os PMs encontraram um segundo corpo no outro lado da ponte. Peritos do Instituto Geral de Perícias-IGP constataram que as vítimas teriam sido espancadas, provavelmente a pauladas e pedradas. Um dos corpos tinha uma pedra de uns 40 quilos em cima da cabeça.
Pelos vestígios encontrados, a polícia acredita que os dois tenham sido mortos em outro local e desovados no riacho. Os peritos do IGP afirmam que pelo estado de decomposição dos corpos, o duplo crime deve ter ocorrido há dois ou três dias. Não foram encontrados documentos que possibilitassem a identificação das vítimas. Trata-se de homens brancos com idade aparente entre 30 a 40 anos. Um deles trajava uma bermuda azul com listras, camiseta azul marinho e tênis azul. Outro estava com calça jeans, camiseta preta com detalhes em vermelho e sapatênis branco. Ele usava um brinco em forma de argola na orelha esquerda.
Os corpos foram encaminhados para necropsia no Departamento Médico Legal-DML. O chefe de investigações da 1ª DP, inspetor Volmar Menegon, disse que, inicialmente, a polícia busca a identificação das vítimas para depois descobrir o que ocorreu. Segundo ele, o duplo crime tenha características de execução.