Polícia

Polícia tenta identificar dono de arma usada em cárcere privado

Segundo delegado, proprietário poderia ser responsabilizado pelas mortes em Guaíba

Homem manteve ex-mulher em cárcere privado durante 17 horas em Guaíba
Homem manteve ex-mulher em cárcere privado durante 17 horas em Guaíba Foto : Arthur Puls
A Polícia Civil de Guaíba procura, nos arquivos da Polícia Federal, o registro do revólver utilizado no homicídio seguido de suicídio ocorrido na manhã desta segunda-feira no município. Para o delegado Rafael Pereira, no entanto, será difícil identificar o proprietário. Caso ele não seja Cleomar Antônio da Silva, de 36 anos, que manteve a ex-companheira Luciana Rodrigues Souza, de 28 anos, sob a mira da arma por cerca de 16 horas antes de matá-la, o dono poderá ser responsabilizado.

Pereira elogiou o trabalho da Brigada Militar no caso e disse não ter dúvidas de que ocorreu um homicídio seguido de suicídio. Segundo ele, no entanto, a investigação buscará também provas da inocência dos policiais no caso.

Após uma longa negociação, Silva disse que iria se entregar. Pouco antes das 8h, foram disparados três tiros de dentro da residência. Em seguida, a polícia invadiu a casa e socorreu o casal, que morreu a caminho do hospital. Os corpos foram liberados pela tarde do Departamento Médico Legal (DML) e devem ser sepultados amanhã de manhã, no Cemitério Municipal de Guaíba.

Crime

O cárcere privado iniciou por volta das 15h30min deste domingo, quando o casal encontrou-se em um posto de combustíveis. Eles teriam discutido e ido até a casa de Luciana, onde Silva decidiu manter a ex-companheira presa contra a vontade. Por volta das 17h, a Brigada Militar (BM) foi acionada por familiares do próprio autor do cárcere.

A família, que habita uma casa no mesmo pátio onde ocorreu o sequestro, foi removida por segurança. O local foi isolado. Pouco antes das 8h de hoje, foram ouvidos os disparos de arma de fogo.

Falhas

O comandante-geral da BM, coronel Sergio Abreu, nega que tenha havido falhas na atuação da polícia. O coronel atribuiu o desfecho da negociação à atitude inesperada do homem, que configurou crime passional. Em entrevista coletiva, Abreu destacou também a dificuldade de acesso à casa pela posição no terreno.

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