Pela cor da moto, o delegado suspeita que ele seja utilizado para o serviço de mototáxi, já que esse é o padrão em Santa Maria. Além disso, a moto, de 150 Cilindradas, é equipada com farol triangular e não está adesivada. Nesta segunda-feira, o proprietário do estabelecimento foi ouvido, assim como o segurança que apagou o fogo gerado pelo coquetel molotov. Os demais trabalhadores do bar devem prestar esclarecimentos ao longo da semana.
O delegado Diefenbach trabalha com duas hipóteses para motivação do crime. A primeira é de que tenha decorrido de uma discussão que os seguranças tiveram com ocupantes de um carro com som alto que havia parado horas antes em frente a boate. A outra envolve um cliente que já foi retirado diversas vezes da boate por ter incomodado outros frequentadores.
"No fim da tarde, surgiu um novo vídeo (gravado pelas câmeras externas da boate) que mostra que, antes do ocorrido, um carro para e os passageiros discutem com os seguranças, que atiram uma vassoura e um cassetete contra o veículo, quebrando um vidro", revela o delegado. Ele explica que, em seguida, os suspeitos descem, chamando os seguranças para a briga. Com a reação dos funcionários, dois fogem de carro e um a pé. Diefenbach ainda pretende buscar outras imagens nesta terça.
O crime ocorreu por volta das 7h de domingo. Um homem de capacete branco, vestindo uma jaqueta escura, desceu de uma moto e jogou o artefato contra uma das janelas da boate, que fica no Centro de Santa Maria.
Com informações do repórter Wagner Machado