A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a morte de Marcelo Oliveira Dias, no estacionamento de um supermercado na zona Sul de Porto Alegre, tenha sido uma execução. Pelo menos 12 tiros atingiram o Peugeot que ele conduzia e cerca de 15 cápsulas deflagradas foram encontradas pela perícia. O delegado plantonista da 6ª Delegacia de Homicídios da Capital, João Nazário, suspeita que até três pessoas possam ter participado do crime. Como nada foi roubado, a possibilidade de latrocínio perdeu força.
O delegado contou que o crime ocorreu em frente a uma câmera de videomonitoramento, no estacionamento do supermercado Zaffari na avenida Cavalhada, que se comprometeu a fornecer as imagens à investigação. A frieza dos atiradores surpreendeu Nazário: “Onde eles mataram, tinha uma câmera bem em cima. Mas não estão nem aí!”
De acordo com o diretor do Departamento de Homicídio da Polícia Civil, Paulo Grillo, a investigação tenta descobrir a motivação para o crime. Grillo contou que a titular 6ª Delegacia de Homicídios, delegada Elisa Souza, é a responsável pelo caso e aguarda pelo resultado da perícia feita no carro que os suspeitos usaram na ação, um Fiesta branco.
"É muito recente ainda e pelo que sei não temos um avanço. A nossa intenção é tentar descobrir também a motivação, porque latrocínio se difere pela quantidade de tiros. A polícia trabalha com informações e qualquer dado será muito bem-vindo para que a gente possa montar este quebra-cabeça. Pode até ser um crime passional", explicou em entrevista ao Correio do Povo nesta sexta-feira.
Marcelo Oliveira Dias, sem antecedentes criminais, era proprietário da Academia Acquativa, que funciona na avenida Juca Batista. A filha dele, que estava na carona do carro, ficou ferida no pescoço e teve de ser hospitalizada.
Polícia trabalha com hipótese de execução para morte em supermercado de Porto Alegre
Perícia encontrou cerca de 15 cápsulas deflagradas em estacionamento