De acordo com Abud, ainda é muito cedo para tirar conclusões sobre o ocorrido. “Pedimos uma cópia do GPS para ver o trajeto que foi feito pelo táxi e confrontar com o que ele disse. Primeiro, eu preciso dessa prova”, disse, cauteloso. “Ele (taxista) contou todo o trajeto que fez ontem à noite. Algumas situações são verídicas, mas outras ainda estão meio nebulosas, e a gente vai ver isso”, explicou.
Questionado se o taxista teria desconfiado da ação dos criminosos, Abud afirmou que ele relatou ter percebido "algo". "Ele disse que foi uma corrida normal. Mas relatou que meio que desconfiou que os caras teriam feito alguma coisa. Mas não sabia bem o que era", sintetizou o delegado. Além do taxista, outras testemunhas serão ouvidas em breve.
O crime
O crime ocorreu na noite de segunda-feira. Lauane Custódio Lucas chegava em casa na companhia do namorado Bruno Crixel Zimpel, de 27 anos. O casal foi abordado pelos bandidos depois de desembarcar de um Renaul Mégane conduzido por Zimpel. Conforme a Brigada Militar (BM), Zimpel teria tentado correr, mas foi atingido por um disparo de raspão no ombro esquerdo. O tiro desviou e acertou a namorada – que já entrava no portão do prédio – no peito.
A jovem chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu ao ferimento. Zimpel foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) para atendimento e teve alta por volta das 5h. Os criminosos fugiram no veículo em direção à Vila Conceição.